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Portal de Notícias

2016-07-12

Quais são os documentos necessários para alugar um imóvel

Para fechar um contrato de aluguel é necessário levar uma série de documentos para comprovar que você pode bancar determinado imóvel. É importante juntar tudo o mais rápido possível para não perder a locação. O inquilino deve agilizar a documentação exigida pelo proprietário ou pela imobiliária, tanto dele quanto a do fiador, se esta for a forma de garantia adotada. Não existe uma lista fixa de documentos necessários, mas identidade, CPF e comprovante de renda são itens básicos que geralmente são exigidos. O mais importante é comprovar a renda para alugar um imóvel Para o fiador, são necessários o CPF e a identidade, comprovante de residência, certidão de casamento (e CPF e identidade do cônjuge, em caso de ser casado), comprovante de rendimento (contracheque, carteira profissional ou declaração do imposto de renda), certidão de posse de um imóvel, que não deve conter nenhum ônus, além de cópia do último IPTU. “O mais importante é a comprovação de renda, seja com imposto de renda, com extrato bancário ou contracheque, para ter conhecimento que o proprietário não vai sair no prejuízo”, reforça a advogada Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários.

2016-07-12

Índice de Custos Condominiais aumenta 1,18% em maio

No acumulado de 12 meses, o Icon ficou em 11,27%, percentual muito próximo ao IGP-M 05/07/2016 Índice de Custos Condominiais aumenta 1,18% em maio Segundo apurado pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em maio, o Índice dos Custos Condominiais (Icon) registrou um aumento de 1,18% na Região Metropolitana de São Paulo. A variação acumulada em 12 meses (junho de 2015 a maio 2016) foi de 11,27%, percentual muito próximo ao do IGP-M medido pela Fundação Getúlio Vargas, que foi de 11,09% no mesmo período. Neste mês, Tarifas registraram alta de 5,89% e no acumulado dos últimos 12 meses, 17,21%; o item Manutenção e Equipamentos apresentou variação de 0,82% no mês e de 11,09% no acumulado. As despesas com Conservação e Limpeza registraram pequena alta de 0,64% e de 10,29% no acumulado. O grupo formado por itens diversos subiu 0,82% e 11,09% no acumulado. As despesas com Pessoal e Encargos mantiveram estabilidade, totalizando 9,75% no acumulado no referido período. É importante que o síndico acompanhe o Icon, pois ele serve de parâmetro das variações de custos dos condomínios. Porém, o índice não deve ser usado para reajustar a taxa condominial, pois cada condomínio tem sua própria característica e estrutura de despesas, afirma o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato, Hubert Gebara, que recomenda a consulta de uma administradora, para que o síndico verifique o aumento real dos custos, a fim de que, no futuro, não haja desequilíbrio nas contas do condomínio.

2016-07-12

O que o setor imobiliário espera do próximo prefeito de São Paulo

Secovi-SP promove uma série de encontros com pré-candidatos às próximas eleições à Prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno é o primeiro a participar, no dia 18/7 30/06/2016 O que o setor imobiliário espera do próximo prefeito de São Paulo Celso Russomanno O setor imobiliário tem participação decisiva no desenvolvimento urbano, econômico e social da cidade. Diante disso, o Secovi-SP promove uma série de encontros com pré-candidatos às próximas eleições à Prefeitura de São Paulo. No dia 18/7, o setor recebe na sede do Sindicato (rua Dr. Bacelar, 1.043, Vila Mariana, São Paulo-SP) o deputado federal Celso Russomanno, pré-candidato pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro). O evento inicia pontualmente às 12 horas, com encerramento às 14h30. O intuito do evento é criar um espaço para que cada um deles se posicione - e até mesmo se comprometa – quanto às propostas para remover obstáculos e criar incentivos para dinamizar as atividades imobiliárias e, consequentemente, promover a oferta de habitações, empregos e riquezas no município, além de uma ocupação urbana mais inteligente, eficiente e sustentável. Todos os candidatos receberão previamente as questões, de forma a garantir objetividade às discussões. Confirmações de presença: (11) 5591-1306.

2016-07-07

Código Florestal

Principais entidades estão preocupadas com a judicialização trazida pela legislação ambiental 07/07/2016 Setor imobiliário participará das discussões sobre o Código Florestal O setor imobiliário, um dos maiores empregadores do Brasil, está preocupado com os rumos da legislação ambiental. Isso porque tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade e uma Ação Declaratória de Constitucionalidade, que discutem a validade ou não do Código Florestal de 2012. Entretanto, o chamado “Princípio da Proibição do Retrocesso”, que fundamenta as ações, é o que mais preocupa o setor. Por esse princípio, nenhuma norma ambiental poderia ser substituída por outra menos restritiva, considerada retrocesso. Essa questão é vista com extrema subjetividade, pois o que para uns é retrocesso, para outros é avanço. Segundo o advogado Marcos Saes, que representa o setor imobiliário nas ações, a decisão é extremamente importante e balizará o entendimento do Poder Judiciário de agora em diante. Se o STF entender que o princípio existe e deve ser aplicado, corremos o risco de ter uma judicialização muito grande, pois basta alguém não gostar de uma lei ambiental para dizer que ela é um retrocesso. Ainda segundo o advogado, isso poderá gerar uma onda de ações judiciais contra Planos Diretores municipais: “Se um Plano Diretor alterou o zoneamento de uma área aumentando o seu gabarito, por exemplo, poderão dizer que a mudança é inconstitucional. Isso é um absurdo, já que é papel do legislador ajustar as leis à realidade de cada localidade. O Ministro Luiz Fux, relator das ações, promoveu Audiência Pública no mês de abril para ouvir a opinião dos setores envolvidos. Naquela oportunidade, ele informou que o julgamento dos processos deveria ocorrer no mês de setembro. Por isso, ADEMIs e Sinduscons de diversas regiões do País, assim como a Aelo-SP (Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano) e o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), ingressaram nas ações como amicus curiae (amigos da corte). Pedimos o ingresso, porque o setor imobiliário, de loteamentos, habitação e da construção civil querem participar ativamente das discussões e do julgamento dessa questão que preocupa enormemente um segmento com grande capacidade de ajudar o País a reverter sua crise econômica”, afirma Flavio Amary, presidente do Secovi-SP. De acordo com o dirigente, o “Princípio de Proibição do Retrocesso” afetará inúmeros setores produtivos e se refletirá no dia a dia dos brasileiros. “Como lidar com tamanha insegurança jurídica? Iremos afugentar todos os possíveis investidores externos? Voltaremos a ser uma ilha isolada do restante do mundo? Essa medida é totalmente incompatível com a realidade mundial”, ressalta Amary. Esperamos que essa questão que afeta o meio ambiente natural e o desenvolvimento sustentável – que passarão a ser analisados pela corte suprema – seja decidida com base na harmonia buscada pela Constituição Federal, e não em um princípio que nunca constou em nossa Carta Magna, conclui Marcos Saes.

2015-03-13

Bancos pedirão teto maior para crédito imobiliário

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos, irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis que serão financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de R$ 750 mil (em algumas capitais) para, pelo menos, R$ 1 milhão. Estudos sobre o tema serão concluídos nas próximas semanas, segundo o presidente da entidade e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, e têm como objetivo aquecer o setor e evitar o aumento do desemprego na construção civil. A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu há pouco mais de um ano, em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil (antes, em todas as regiões) para R$ 750 mil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos demais Estados, porém, o teto foi para R$ 650 mil. Apesar da escassez de recursos da poupança, que registraram resgates pelo segundo mês consecutivo, preocupar o mercado, o presidente da Abecip explica que é importante manter a cadeia produtiva em funcionamento. A preocupação, segundo Lazari Junior, é com o nível de emprego no setor que tem uma folha de pagamento de mais de 3,3 milhões de pessoas. O setor de construção precisa continuar produzindo, pois temos milhões de empregos envolvidos, além de ser um dos mais importantes da economia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, que respondem por 60% do crédito imobiliário, é muito difícil encontrar imóveis de até R$ 750 mil”, justifica o presidente da Abecip, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Em janeiro, o nível de emprego na construção teve queda de 0,34%, em comparação a dezembro. Em um ano, a retração chegou a 6,14%. Foram fechadas 11,4 mil vagas em janeiro, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas. Em 12 meses, os postos fechados somam 216.297. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

2015-03-10

O fim da bolha imobiliária no Brasil

Mas as últimas evidências são de que a bolha está desinflando sem estourar - os preços não caem, mas já crescem menos do que a inflação. E o motivo é simples: não há bolha que resista a um processo de atividade em queda, preços em alta e deterioração das expectativas como o do Brasil atual. O cenário foi confirmado por um relatório recente da agência de risco Fitch: a desaceleração é explicada principalmente pelo crescimento econômico fraco e inflação alta especialmente para bens do dia-a-dia, o que começou a afetar a renda disponível nas casas brasileiras. Eles esperam que nas grandes cidades, onde a oferta é mais limitada e o crédito continua disponível, os preços continuem crescendo na mesma linha da inflação - sem aumento real, portanto. A Fitch não prevê uma queda de preços generalizada, mas já considera isso possível em algumas regiões com perspectivas mais fracas. A agência diz que apesar dos preços contidos, as propriedades na maioria das cidades continuam caras para a classe média mais ampla, acessíveis apenas através de alta alavancagem e financiamento de longo prazo de até 35 anos No mundo, o cenário imobiliário está um pouco mais forte do que no ano passado, graças à continuidade de taxas de juros baixas no mundo desenvolvido e melhores condições macroeconômicas. Isso não é necessariamente saudável. Há quem diga que a expansão monetária do pós-crise, somada com a fuga do risco, levou a preços insustentáveis em alguns ativos considerados seguros, e que o processo vai continuar com o novo programa do Banco Central Europeu (BCE). Em nenhum lugar isso é mais claro do que no Reino Unido. Uma casa média em Londres valorizou R$ 500 mil no espaço de um ano e o estoque total de residências da cidade já vale o mesmo que o PIB do Brasil. A alta só perde para a da Austrália, que não experimenta uma recessão há 24 anos.

2015-02-02

Reajuste de aluguel: como calcular?

Tanto imóveis residenciais quanto comerciais sofrem reajuste no valor do aluguel uma vez por ano. Avisar com antecedência e explicar como funciona o reajuste no valor são procedimentos que todo corretor competente faz. Para isso, é preciso conhecer a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) na ponta da língua e ter um relacionamento duradouro com os clientes. O reajuste sempre é calculado com base em um índice previamente mencionado no contrato. Normalmente, é usado o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para se chegar ao resultado do indicador, é avaliado o desempenho geral da economia, medindo a inflação de bens de consumo e de produção. Pegando de janeiro a dezembro, o IGP-M de 2013 fechou com uma alta acumulada de 5,53%. Por isso, é tão importante passar essa informação antes das duas partes assinarem o contrato de locação. Fazendo isso, o corretor cumpre o seu papel e evita pegar o inquilino de surpresa. Nesse sentido, é legal lembrar, já com alguns dados, o locatário sobre o reajuste alguns meses antes. Dessa forma, ele consegue se programar financeiramente. Há outra informação que o corretor não pode deixar passar. Após três anos de contrato, inquilinos e proprietários têm o direito de revisar o aluguel. Nesse caso, o dono do imóvel só exige a revisão se ele considerar o valor muito abaixo da média do mercado. Por sua vez, o locatário faz o mesmo se entender que o aluguel está muito abusivo. Aqui, o corretor, mais uma vez, tem um papel importante. Ele deve orientar os dois envolvidos antes da revisão. Por exemplo, quando o inquilino cumpre todas as suas obrigações, como pagar em dia e manter o imóvel em bom estado, vale mais a pena para o proprietário renovar o contrato sem revisar o valor do aluguel. Assim, além de não perder um inquilino responsável, ele não precisa começar todo processo de locação do zero, tendo que tirar do próprio bolso algumas despesas. Pensando na visão do inquilino, às vezes, aceitar a renovação do contrato pode ser mais vantajoso também. Em caso de um imóvel comercial bem adaptado à região, uma mudança de endereço poderia trazer prejuízo para a empresa. A mesma lógica vale para a residência. Não é bom ficar trocando de bairro toda hora, ainda mais se levar em consideração a vida escolar do filho e a proximidade com o trabalho, por exemplo.

2014-12-28

Preço dos imóveis ficará estável em 2015, dizem corretores

São Paulo - Na opinião de corretores, construtoras e investidores de imóveis os preços no mercado imobiliário devem permanecer estáveis em 2015. A informação faz parte de uma pesquisa realizada pelo classificado online de imóveis VivaReal para sondar as expectativas sobre o mercado imobiliário em 2015 diante do resultado das eleições presidenciais. Foram consultadas 1.149 pessoas, sendo 93% anunciantes do site (corretores e construtoras) e 7% investidores. O objetivo do levantamento foi mostrar as perspectivas de profissionais, empresas e participantes ativos do mercado imobiliário, já que eles acompanham de perto as mudanças do setor. De acordo com o estudo, 56% dos entrevistados acreditam que o valor dos imóveis ficará estável em 2015, enquanto 25% acreditam que os preços devem diminuir e 15% consideram que o preço deve aumentar. Questionados sobre o número de transações de vendas e aluguéis no ano que vem, 38% disseram que o número deve diminuir, 26% acreditam que deve aumentar e 33% acham que as negociações devem permanecer estáveis. Em relação ao apetite dos compradores, 39% acham que o número de pessoas interessadas em comprar ou alugar imóveis deve diminuir. Para 30% dos entrevistados, o número deve aumentar e 28% acham que o dado deve ficar estável. O sentimento é muito negativo em consequência do que aconteceu no último trimestre. Nesse período, os preços se mantiveram estáveis e a quantidade de vendas diminuiu. Os corretores sentem que o ritmo está mais devagar, diz Lucas Vargas, diretor comercial do VivaReal. Medidas do governo A pesquisa também abordou a visão dos entrevistados sobre as polítivcas governamentais. Questionados se, de forma geral, o mercado imobiliário deve melhorar, piorar ou permanecer estável no novo governo da presidente Dilma Rousseff, a maioria (46%) respondeu que deve piorar, 29% disseram que devem continuar igual e 22% acham que deve melhorar. Em relação às expectativas sobre as políticas de financiamento imobiliário promovidas pelo governo: 44% acham que essas políticas devem ficar estáveis, 27% acreditam que devem aumentar e 26% consideram que devem diminuir. Sobre as políticas públicas para habitação, 41% acreditam devem permanecer estáveis, 34% acham que deve aumentar e 21% acreditam que devem diminuir. Os incentivos do governo a novos empreendimentos devem ficar estáveis para 37% dos entrevistados. Outros 31% acreditam que devem diminuir e 29% esperam que o incentivo aumente. Apesar das expectativas negativas dos participantes do mercado, o diretor comercial do VivaReal não acredita que as condições do mercado irão piorar em 2015. Eu pessoalmente acredito que o mercado não vai cair. Por causa das eleições, as respostas ficam um pouco enviesadas e acabam sendo mais passionais do que racionais, mas no primeiro mandato a presidente fez uma série de políticas de incentivo ao mercado imobiliário e eu acredito que isso deve permanecer, avalia Lucas Vargas.

2014-12-22

Entidades do setor imobiliário, dentre elas o Secovi-SP, pediram para o prefeito Fernando Haddad vetar disposição que aumenta alíquota do imposto de 2% para 3%

No dia 22 de dezembro, Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Sciesp (Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo) e SindusCon-SP (Sindicato da Construção) enviaram ofício ao prefeito Fernando Haddad pedindo veto à disposição que aumenta a alíquota do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) de 2% para 3%. Esse acréscimo tributário de 50% no ITBI foi inserido de última hora no substitutivo ao Projeto de Lei 538/2014, encaminhado pelo Executivo e que tratava basicamente do reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), aprovado na Câmara no último dia 18/12. O aumento do imposto vai penalizar o comprador de imóvel novo ou usado, que terá de pagar 50% a mais à Prefeitura no momento da escritura de compra e venda. Só para exemplificar, quem antes pagaria R$ 10 mil de ITBI na compra de um imóvel de R$ 500 mil, passará a recolher R$ 15 mil ao município, além das despesas com Cartórios de Notas e Registro de Imóveis. “A compra de um imóvel já é onerosa pelo tipo de produto. Qualquer aumento de impostos pode dificultar a aquisição da casa própria”, ressalta Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP. O setor produtivo, que este ano apresentou baixo desempenho em termos de lançamentos e vendas de unidades residenciais na Capital, também será impactado com o reajuste do ITBI. “Essa medida, aliada a tantas outras voltadas à arrecadação de impostos e restrições ao setor, vai desestimular ainda mais a produção de novas moradias”, ressalta Bernardes. “O veto é fundamental para impedir o agravamento nas condições de compra de imóveis pelas famílias da maior cidade do País. Permanecemos dispostos ao diálogo com a Prefeitura e demais entes públicos, mas não podemos nos calar diante de tamanha arbitrariedade”, completa Ricardo Yazbek, vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Secovi-SP.

2014-12-11

Justiça de São Paulo barra aumento do IPTU em 2014

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (11) que a Prefeitura de São Paulo fica impedida de reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 2014. O reajuste no imposto foi aprovado em outubro pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Ainda cabe recurso aos tribunais superiores. A Prefeitura informou que irá recorrer da decisão, que atende a um pedido de liminar e não é definitiva. O texto prevê reajuste em 2014 limitado a até, no máximo, 20% para imóveis residenciais e 35% para imóveis comerciais. A revisão da chamada Planta Genérica de Valores (PGV), base do IPTU, é obrigatória por lei. A última ocorreu em 2009. Ainda segundo o projeto, em 2015 e em 2016 imóveis que já não tiverem recebido todo o reajuste no ano anterior poderão ter, em cada exercício, aumentos residuais de 10% para residências e de 15% para comércios. Nem todos os imóveis terão aumento e outros estão isentos, de acordo com o projeto. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça julgou nesta quarta duas ações que tratam do assunto, uma delas movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e dezenas de sindicatos de empresas contra a Prefeitura de São Paulo, e outra pelo PSDB. Na análise das ações, os desembargadores concederam, por maioria de votos, uma liminar que suspende imediatamente a lei municipal nº 15.889/13, que instituiu as mudanças no IPTU, até o julgamento do mérito, ou decisão definitiva, das ações propostas pelas entidades contra a Prefeitura. Em 2013, as notificações do IPTU começaram a ser enviadas na metade de janeiro e os pagamentos foram iniciados nos primeiros dias de fevereiro. A Prefeitura ainda não informou como ficará o envio dos boletos com a decisão judicial. O advogado Lucas Augusto Ponte Campos, que atuou na ação direta de inconstitucionalidade movida pelo PSDB, afirma que não deverá haver tempo para que a Prefeitura reverta a decisão neste ano. Ele ressaltou que a decisão tomada por um colegiado de desembargadores tem mais força do que se fosse tomada por apenas um deles. Em nota, a Fiesp comemorou a decisão e disse que decidiu entrar com a ação contra o reajuste porque a sociedade não aceita mais pagar impostos. mbróglio jurídico O imbróglio jurídico começou em 5 de novembro, quando o juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública determinou que o projeto, já aprovado em duas votações na Câmara, não fosse sancionado pelo prefeito Haddad. A Prefeitura, no entanto, alegou não ter sido comunicada a tempo e o reajuste acabou sancionado e a lei, publicada no Diário Oficial de 6 de novembro. No mesmo dia, após recurso do Ministério Público, o juiz divulgou nova decisão liminar. Ele suspendeu os efeitos da lei e a Prefeitura recorreu da medida protocolando um pedido de reconsideração. O recurso foi negado no dia seguinte. Em 13 de novembro, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, decidiu manter, também em caráter liminar, o aumento do imposto para 2014. Percentuais do reajuste O projeto de lei elaborado pela gestão Haddad foi alvo de críticas de entidades e acabou aprovado com placar apertado na Câmara, 29 votos a favor e 26 contra. Os bairros de Alto de Pinheiros, na Zona Oeste, Sé, na região central, e Vila Mariana, na Zona Sul, pagarão em média mais 19,8% de IPTU em 2014 e são os bairros que mais sofrerão aumento segundo a proposta aprovada na Câmara. O aumento nesses bairros é reflexo da atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), que determina quanto vale o metro quadrado nas diferentes regiões da cidade. O reajuste não era feito desde 2009 e está ligado à valorização dos terrenos, que em alguns bairros dobraram de valor nos últimos anos. Outros distritos da região central se destacam entre os que terão os maiores aumentos. É o caso da República, com 19,7% de reajuste, Santa Cecília, com 19,6%, Bela Vista e Jardim Paulista, ambos com 19,5%. Entre os 96 distritos da cidade, 24 terão aumento de mais de 15%, 10 terão aumentos entre 10,1% e 15%, 18 terão reajuste de 5,1% e 10% e 19 entre 0 e 5%. Outros 25 terão redução.

2014-07-16

Não existe bolha imobiliária e setor ganhará força após a Copa, diz Ricardo Amorim

Economista também acredita que o próximo governo terá de parcelar o reajuste represado das tarifas públicas porque, do contrário, a inflação das tarifas chegaria a 14% em 2015 Por João Sandrini |16h52 | 25-06-2014 (SÃO PAULO) – O economista Ricardo Amorim, apresentador do programa “Manhattan Connection” da GloboNews, acredita que as pessoas que estão esperando pelo estouro de uma possível bolha imobiliária para comprar uma residência por um preço mais atrativo estão adotando uma estratégia equivocada. Durante o evento de lançamento da parceria entre a Bloomberg e o InfoMoney em São Paulo, Amorim disse que o setor imobiliário – e os preços dos imóveis – tendem a ganhar força após a Copa, já que muita gente que está adiando a decisão de compra por causa desse tipo de temor terá de rever essa posição, o que vai reforçar ainda mais a demanda. Leia a seguir os principais trechos da palestra realizada no escritório da Bloomberg, em São Paulo: IMÓVEIS Temos a sensação de que há uma bolha imobiliária no Brasil porque os preços subiram quatro ou cinco vezes desde o início da década passada. Mas não dá para comparar os preços atuais com os antigos porque antes não havia crédito. Naquela época, só comprava imóvel quem tinha dinheiro para pagar à vista – ou seja, pouca gente. Mas agora há condições de financiamento bem mais favoráveis. Quando comparamos os preços brasileiros com os internacionais, a gente percebe que não há uma grande distorção. Comparei o preço dos imóveis com a renda da população e constatei que um brasileiro precisa gastar 13 anos de salário para comprar uma casa atualmente. Em uma lista com 123 países, o Brasil aparece apenas na 48ª posição nesse quesito. Outro forte indicador de que não há bolha imobiliária é que estudei quase 100 casos e percebi que nunca houve um estouro de bolha em um país onde o crédito imobiliário representasse menos de 50% do PIB. No Brasil, não chega nem a 10% do PIB. Há três anos que muita gente fala que a bolha imobiliária vai estourar depois da Copa. Então há uma enorme quantidade de brasileiros que está segurando a compra, pensando em aproveitar a queda dos preços quando ela ocorrer. Mas isso não vai acontecer. Depois da Copa vai ter a demanda natural de quem é comprador e vai ter a demanda de quem esperou o estouro de bolha que não veio. Então acho que o mercado imobiliário vai, na verdade, ganhar força depois da Copa – e isso não está na conta de ninguém. CHINA As pessoas falam muito da bolha imobiliária no Brasil, mas, nos próximos dois anos, a bolha que pode estourar é a chinesa. O Brasil constrói cerca de 400 mil residências por ano. Os Estados Unidos faziam cerca de 2,1 milhões de residências por ano antes do estouro da bolha imobiliária. Já a China construiu 22 milhões de moradias no ano passado. O número de chineses é 6,5 vezes maior que o de brasileiros, mas eles fazem 55 vezes mais casas. A outra bolha chinesa é a do crédito. No ano passado, 40% de todos os financiamentos via mercado de capitais foram para a China. Não sei quando essas bolhas vão estourar, mas uma hora vai acontecer e os impactos serão sentidos no mundo inteiro. EUA Os EUA podem se tornar o único motor da economia mundial se os emergentes continuarem desacelerando. O problema é que o número de companhias americanas que estão revisando suas projeções de lucro para baixo é o maior da história. Também não sei exatamente quando vai acontecer, mas acho que as Bolsas americanas, que estão quebrando recordes históricos, vão entregar os pontos no segundo semestre, ou no máximo no ano que vem. BRASIL O crescimento da economia brasileira decepciona há quatro anos. Mas não tem crise, tem letargia. A capa da “Economist” com o foguetinho brasileiro em parafuso foi mais uma correção do exagero anterior do Cristo Redentor decolando do que o prenúncio de uma grave crise. O FMI prevê que o Brasil vai crescer 1,8% neste ano. Eu acho que se chegar a 1% já será muito. SETOR ELÉTRICO O Brasil tem criado seus próprios problemas. O setor elétrico brasileiro ia bem. O governo fez um diagnóstico correto de que a energia era cara. Mas a forma escolhida para enfrentar o problema foi equivocada. O governo poderia baixar um pouco todos os impostos e encargos sobre a conta de luz. Eles até fizeram um pouquinho disso. Mas a principal medida foi baixar na marra o valor das tarifas. Só que isso reduziu a rentabilidade do setor. Os empresários engavetaram novos investimentos, e a oferta parou de crescer no ritmo de antigamente. Paralelamente a demanda aumentou devido aos preços mais baixos. Para piorar, não choveu. Agora quem pode salvar é o El Niño, que tem 70% de chance de ocorrer nos próximos meses e levar a mais chuvas no Sul e no Sudeste. A Dilma deu tanta sorte que já está chovendo mais no Sul, mas não no Sudeste. Então a falta de água em São Paulo vai ficar toda na conta do governador Geraldo Alckmin. GOVERNO O governo deu sinais de que acha que o empresário ganha demais. Ele usou os bancos públicos para forçar a queda dos juros nos bancos privados. Ele obriga a Petrobras a trabalhar com prejuízo na área de abastecimento. Ele quer que as empresas de mineração paguem mais impostos. Só que aí o empresário se retrai. Como o consumo continua em alta, as importações sobem. Então o dólar sobe. Quando há aumento de demanda sem aumento de oferta, os preços ficam pressionados. Aí o Banco Central eleva os juros, o crédito fica mais caro, o consumo perde força e a expectativa de crescimento do PIB diminui. INFLAÇÃO A inflação está alta e grávida. Os preços administrados terão de subir após as eleições porque os governos vêm represando todo tipo de tarifa pública há dois anos. A conta deverá ser parcelada porque, se subir tudo de uma vez, a inflação das tarifas pode chegar a 14% em 2015. INDÚSTRIA E VAREJO O bicho está pegando principalmente na indústria. Temos problemas de qualificação de mão de obra, infraestrutura, ambiente de negócios e burocracia. Já o varejo vai bem. Desde 2004, a indústria cresce abaixo do PIB e o varejo se expande a um ritmo superior ao do PIB. Desde 2008, a indústria não consegue sustentar seu crescimento. A produção da indústria hoje é menor do que era em 2008. ELEIÇÃO A política econômica terá de mudar, independente de quem ganhe a eleição. Será necessário adotar medidas que favoreçam a produção. O resultado da eleição está completamente em aberto. Uma pesquisa recente mostrou que 40% dos eleitores não conhecem o Eduardo Campos [pré-candidato do PSB] e que 22% nunca ouviram falar do Aécio Neves [PSDB]. Até a Dilma 1% dos brasileiros diz desconhecer. Eu não sei em que país essas pessoas vivem. MAIS ESTRANGEIROS Vamos ver cada vez mais estrangeiros trabalhando no Brasil. Já temos visto o aumento até mesmo do número de imigrantes trabalhando ilegalmente no Brasil. Pode parecer que não faz sentido um gringo acordar um belo dia e chegar à conclusão que a solução para seus problemas é trabalhar no Brasil. Mas o país criou 18 milhões de empregos formais nos últimos 10 anos. É muito mais do que os Estados Unidos criaram no período. Na Grécia, 85% dos jovens entre 18 e 25 anos não têm emprego. Na Itália e na Espanha, esses indicadores também são altíssimos. São pessoas que ganham menos que a gente e que estão mais bem preparados que nós. Então haverá um grande fluxo não apenas de trabalhadores mas também de empresas e produtos para o Brasil. EMPREGO O mercado de trabalho virou. O número de empregos formais criados em maio foi o menor para o mês em 22 anos. Mas a imprensa faz um trabalho muito ruim ao divulgar os números de desemprego no Brasil. De cada 100 brasileiros em idade economicamente ativa, 44 não trabalham nem procuram emprego. Três procuram emprego e não acham. E os outros 53 trabalham. Mas a taxa de desemprego que a gente vê nos índices oficiais é de 3 a cada 53 brasileiros, 5%, o que parece ótimo. Mas o que a mídia deveria falar e o que o governo deveria fazer é trabalhar para que parte dos outros 44 que não trabalham nem procuram fossem incorporados ao mercado de trabalho. É lógico que, entre esses 44, há gente que está estudando ou aposentado e que não deveria trabalhar mesmo. Mas deveria haver incentivo para que uma parte dos demais se transformasse em trabalhadores. 10 PONTOS DE OTIMISMO E OPORTUNIDADES SOBRE O FUTURO DO BRASIL Provavelmente, a economia do Brasil tenha que piorar antes de melhorar. Mas não faltam motivos para ser otimista com o futuro do país no longo prazo: 1) A infraestrutura tem muito a crescer. A China constrói a cada ano mais infraestrutura que toda infraestrutura que o Brasil possui; 2) Temos o pré-sal, mas a Petrobras está com a corda no pescoço. Vamos resolver isso porque a Petrobras precisa explorar logo essas reservas. O consumo de petróleo nos países desenvolvidos cai a cada ano. A demanda é sustentada pelos emergentes. Então o governo vai ter que criar condições para acelerar a produção; 3) O consumo das famílias cresce mais do que o PIB quase todo ano desde 2004, fazendo com que o comércio também cresça mais do que PIB. Neste ano o aumento das vendas do varejo deve desacelerar para algo próximo a 3%. Mas ainda assim é um crescimento acima do PIB; 4) O superávit do agronegócio aumentou de US$ 10 bilhões para US$ 90 bilhões nos últimos 10 anos. Nenhum país tem mais área cultivável disponível que o Brasil. E o mundo quer consumir os alimentos que a gente pode produzir; 5) O interior do país deve continuar crescendo acima da média principalmente devido ao agronegócio e à mineração; 6) A educação vai continuar crescendo mais que o PIB no Brasil porque as pessoas agora têm mais condições para estudar. Todo o setor de saúde também vai crescer em ritmo mas acelerado que a média da economia brasileira, incluindo hospitais, laboratórios, redes de farmácias e planos de saúde. O que o governo não entrega o setor privado faz; 7) 20 milhões de brasileiros ingressaram nas classes A e B e 40 milhões de brasileiros ascenderam para a classe C nos últimos 8 anos. Essas pessoas não querem só comida. Elas vão consumir mais serviços de saúde, educação, transporte, energia e lazer. 8) Quase 30% das famílias brasileiras recebem o Bolsa-Família. No Maranhão, esse percentual chega a quase 60%. Então as regiões mais pobres do Brasil vão continuar crescendo acima da média das áreas mais ricas. 9) O setor de serviços consegue repassar preços porque ninguém aqui vai cortar cabelo na China mesmo que lá custe um décimo do que é cobrado aqui. Então esse segmento, que não importa competição externa, vai continuar crescendo mais rápido e com melhores margens que os demais. 10) O setor imobiliário vai continuar em alta de preços, ainda que não no ritmo dos últimos anos, e o volume de vendas deve se recuperar no segundo semestre, no ano que vem e, principalmente, a partir de 2016.

2014-05-20

Juro do crédito imobiliário está abaixo da Selic e abre chance de bom negócio

Depois da nona alta consecutiva da taxa básica de juros (Selic), elevada a 11% ao ano no mês passado, as condições de financiamento imobiliário tornaram-se comparativamente ainda mais vantajosas para quem busca a realização do sonho da casa própria. Nos principais bancos, a maior parte das taxas de juros para o financiamento de imóveis não ultrapassa os 10% ao ano. O crédito imobiliário é, portanto, o mais barato e o único dinheiro disponível ao consumidor a um custo abaixo da Selic. Para o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Santander, Gilberto Abreu, o momento é favorável à contratação do crédito para a casa própria. Aos juros baixos, ele diz que se soma a estabilidade dos preços dos imóveis. “O que aconteceu foi que a Selic já subiu, mas o crédito reagiu em um ritmo inferior. Temos, portanto, uma boa combinação de fatores: preços atrativos e taxas de juros reais baixas. Este é um momento único”, afirma Abreu. No Santander, a taxa de juros anual é de 9,4% para clientes que possuem conta-salário na instituição. A menor taxa é a do Banco do Brasil, de 7,9% ao ano. Na Caixa, que concentra a maior parte dos financiamentos imobiliários, a taxa é de 8,2%. Já no HSBC, foi encontrada a maior taxa (12,5%). Por meio de nota, a assessoria informou que o banco “atribui suas taxas em função do relacionamento que o cliente possui com o banco. As taxas publicadas são taxas de referência e variam de acordo com a evolução do mercado financeiro”. Alerta Apesar da atipicidade da situação, favorável ao consumidor, o conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti, antecipa que a boa fase não deverá durar muito tempo. A Caixa não aumentou suas taxas nas mesmas proporções da Selic e os outros bancos acabaram não aumentando também. Isso torna o financiamento interessante pontualmente, mas podemos esperar um aumento em breve, porque não há como manter essas taxas sem acompanhar a básica”, diz o conselheiro. É que, com a Selic no patamar em que está, os bancos acabam elevando os juros para obter uma remuneração maior em cima do crédito imobiliário concedido aos clientes. De acordo com Cavalcanti, é preciso que o comprador avalie, também, o impacto da Selic na renda e no preço do imóvel a fim de saber se a redução nos juros continuará sendo interessante. “No mercado como um todo, a alta (da Selic) não é boa”.(HojeemDia)

2014-04-15

Dicas para valorizar seu imóvel para a venda

Antes de pensar em reformar um imóvel é preciso ter bastante cautela. Ter em mãos um bom orçamento é fundamental para que todo investimento feito não seja desperdiçado e acabe não agregando valor ao imóvel Para fazer um bom negócio na hora de vender ou alugar um imóvel, é necessário que ele esteja em boas condições. No Brasil, em que imóveis de 30 anos são considerados velhos, nenhum detalhe passa despercebido pelo implacável comprador (ou locatário) no momento da negociação. Diferente da Europa, onde construções de 100 anos funcionam perfeitamente, em nossa cultura qualquer imperfeição na pintura ou irregularidade no piso são motivos para pleitear descontos; imagine então problemas maiores, envolvendo vazamentos ou instalações elétricas deficientes. O primeiro passo antes de partir para a empreitada é analisar o que pode ser feito de acordo com a região onde se localiza o imóvel. Existem áreas que não comportam grandes investimentos, já que o potencial de valorização é bastante pequeno. Por outro lado, outras regiões pedem imóveis com características específicas, segundo a estrutura de ocupação do local. Imóveis comerciais No caso de um imóvel comercial, é preferível ter cômodos maiores ao invés de diversos cômodos pequenos. Muitas casas antigas acabam virando escritórios, e nesse sentido elas têm que passar por mudanças significativas para se adequarem ao dia-a-dia de uma empresa. Para quem tem um imóvel localizado em uma rua comercial, a recomendação é transformá-lo num espaço corporativo, uma vez que o valor do aluguel tende a ser maior. Desse modo, banheiros dentro de salas não são funcionais. O melhor seria ter dois banheiros por andar, um masculino e o outro feminino. Deve haver também um cuidado com a instalação elétrica. É preciso reforçar a tubulação para que ela receba uma carga maior de energia, como é o caso de equipamentos de ar condicionado e microcomputadores. Outro item bastante importante está relacionado com os pontos de telefone. O ideal é que não faltem locais para os aparelhos e que haja uma estrutura de rede para a comunicação interna. No que diz respeito às áreas de serviço, não adianta manter uma cozinha grande. É preciso apenas uma pequena copa, com espaço suficiente para o café, microondas, geladeira e talvez uma mesa. Com relação à frente do imóvel, a demanda é por áreas de estacionamento fácil, com entrada para veículos. Grandes jardins acabam sendo vistos como espaços ociosos, o que do ponto de vista do mercado não é tão bom. Não se esqueça de dar uma revisão no telhado, para evitar futuros problemas. Na hora de pintar, prefira cores claras e neutras, pois futuro cliente é quem escolherá os tons finais. Imóveis residenciais Para quem utiliza imóveis para viver de renda, adequá-lo às exigências do mercado pode aumentar o preço do aluguel. Se você é dono de uma casa antiga, de quatro dormitórios e apenas um banheiro, transformá-la numa de duas suítes já é um bom começo. Talvez não valha a pena gastar muito dinheiro para fazer grandes alterações, até pelo valor do aluguel, que dificilmente passa de 0,7% do preço do imóvel. O importante é que os banheiros e a cozinha estejam em bom estado de conservação, com pisos e azulejos relativamente novo e com cores claras. Dê preferências aos pisos de cerâmica na hora de alugar. Continua valendo o conselho de não se investir muito com reforma, especialmente se você pretende vender o imóvel depois. Lembre-se que qualquer reforma pequena vai custar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, e em alguns casos pode ser um péssimo negócio. É fundamental estar também assessorado de um bom profissional da área para não haver prejuízos posteriores. Cuidados que o proprietário deve ter para manter e valorizar o seu imóvel: 1. Telhado: não espere a próxima semana de chuvas para trocar aquela telha quebrada ou revisar o madeirame. Pequenos reparos nas calhas e rufos também podem evitar grandes transtornos. 2. Instalações hidráulicas: em tempos de consciência ecológica, deixar uma descarga vazando ou uma torneira pingando é um verdadeiro crime. Também a conta no final do mês causará espanto e reclamações, especialmente aquelas rateadas, como nos casos dos condomínios. 3. Instalações elétricas: a troca dos cabos rígidos e remendados pelos fios flexíveis é uma providência que demonstra zelo com o imóvel, além de ser um dos fatores básicos de segurança. 4. Janelas e portas: não há nada pior que deparar com portas enguiçadas ou janelas emperradas na hora de mostrar um imóvel. Manutenção das corrediças, trilhos e dobradiças é indispensável. 5. Pisos e revestimentos: quanto custa para arrancar aquele carpete velho e empoeirado e fazer um tratamento no taco que está por baixo? Com toda certeza, o retorno valerá a pena, pelo ganho financeiro ou comercial. O mesmo vale para aqueles azulejos fora de moda, que podem ser substituídos por uma pintura. 6. Pintura: trincas e fissuras são os grandes vilões da visita ao imóvel. Mas atenção: não basta fazer uma “pinturinha” para esconder os problemas; é fundamental consultar um profissional apto a resolvê-los. A indústria das tintas está muito evoluída, e não se deve abrir mão desse recurso quando se pensa na manutenção e valorização de um imóvel. Existem tintas específicas para paredes, madeira, metal, teto, piso, cerâmica, pedras etc. Lembre-se: um imóvel é um importante bem no seu patrimônio. Analise, faça cálculos, escolha os profissionais e materiais adequados e boa reforma! Fonte: InfoMoney

2014-03-18

10 dicas de decoração para valorizar seu imóvel até 30%

São Paulo – A Habitacional, uma das maiores administradoras imobiliárias do Brasil, acaba de lançar um serviço de preparação e decoração de imóveis para locação, o Pronto para Alugar, que conta com o know-how de construtoras que atuam há anos no mercado imobiliário. Lana Romani, diretora de novos negócios da Habitacional e uma das responsáveis pelo projeto, revelou alguns dos principais segredos em termos de acabamento e decoração para que o proprietário agregue valor ao seu imóvel novo na hora da venda e da locação. Segundo ela, o imóvel decorado pode valer 30% mais do que outro que não esteja nas mesmas condições. E um imóvel preparado vale pelo menos 20% mais do que um imóvel sem os itens básicos. “Um imóvel decorado tem tudo, até cama, televisão e sofá. Esse tipo de imóvel normalmente é alugado por executivos e a decoração, apesar de limitar o público algumas vezes, eleva o valor da locação, pois o morador não precisa investir em móveis, enxoval, etc.”, afirma Lana. Já o imóvel preparado para locação, explica ela, é o imóvel novo, recém-entregue pela construtora, mas que já tem piso instalado, armários, box e outros itens essenciais. O proprietário costuma gastar algo como 20% do valor da propriedade para decorá-la e 6% para prepará-la, segundo Lana. Apesar do gasto comer parte do ganho que pode ser obtido depois com a valorização, o investimento, ao menos na preparação do imóvel, é essencial para quem pretende alugar a propriedade. “Hoje em dia, o locador não se interessa por imóveis que não tenham o mínimo de estrutura para morar, nem que o aluguel seja mais barato. Ninguém mais tem tempo para buscar fornecedores, comprar tudo e contratar os instaladores”, diz. E para quem quer vender o imóvel, ao prepará-lo ou decorá-lo, além de tornar o imóvel mais atrativo e vendê-lo mais rápido - o que é importante em um momento de mercado imobiliário aquecido-, é possível vendê-lo por um preço que compense o investimento e ainda garanta alguma margem de lucro. E em se tratando de bens de altos valores, ao conseguir um lucro de 5% na venda do imóvel, isso já pode significar um retorno de 25 mil reais se o imóvel for vendido a 500 mil reais, por exemplo. Veja a seguir as principais dicas de Lana Romani para elevar o valor do seu imóvel. 1) Use materiais duráveis e de fácil manutenção Segundo Lana, o segredo para um bom acabamento é trabalhar com itens de qualidade, durabilidade e de fácil manutenção. As cores devem ser sempre neutras, visando agradar a diferentes tipos de proprietários. 2) Prefira pisos de madeira, porcelanato ou que imitem o aspecto da madeira O tipo de piso mais recomendado é o de madeira, mas como ele pode ser um pouco mais caro, existem algumas alternativas. A primeira é o piso laminado, mais popularmente conhecido como carpete de madeira. A vantagem desse piso é o baixo custo e a facilidade de manutenção, já que para limpá-lo basta apenas um pano úmido. E a desvantagem seria a menor durabilidade e o maior ressoamento, já que esse tipo de piso não abafa tanto o som. Os pisos vinílicos que imitam madeira seriam outra alternativa. Eles são conhecidos por ter um bom custo-benefício: não são tão caros quanto o piso de madeira e têm as vantagens de não escorregar, de ter fácil limpeza (basta água e sabão), além de serem silenciosos e não fazerem o típico barulhinho de salto, ideais para apartamentos. Para quem estiver disposto a investir um pouco mais no piso, a melhor indicação é mesmo o piso de madeira, que agrada diversos tipos de compradores, tem maior durabilidade, pode ser tratado e rejuvenescido muitas vezes e garante um aspecto ainda mais elegante ao ambiente. “Os pisos vinílico e laminado precisam ser trocados em menos tempo. Já o piso de madeira pode ser trocado só depois de 20 anos e para fazer sua manutenção basta lustrá-lo com resinas Bona, afirma a diretora da Habitacional. Além dos pisos de madeira, ou que imitam o seu aspecto, outra opção é o porcelanato, que pode ser mais barato que o piso de madeira e é um piso frio, que tem boa durabilidade e fácil manutenção. Se a opção for por esse tipo de piso, os mais indicados são os porcelanatos mais claros, que garantem ao ambiente uma sensação de amplitude. Para os banheiros e cozinhas, o mármore é o melhor tipo de piso, mas como seu valor é elevado, o porcelanato pode ser a melhor alternativa para proprietários que não desejam gastar muito com o acabamento. 3) Use cores neutras na pintura Sobre a pintura, a principal dica é trabalhar com cores neutras. “Por mais que o proprietário goste de uma parede vermelha ou de tijolos, para dar uma aparência de loft, não se sabe para quem o apartamento será locado, então o melhor é ir no básico”, afirma Lana. Ela ressalta que o uso de cores neutras não significa que todos os cômodos devem ser pintados de branco. “O apartamento todo branco pode deixar o ambiente muito frio, já um nude ou bege podem remeter ao aconchego e o morador depois pode colocar alguma cor a seu gosto, com uma almofada ou uma colcha colorida”, avalia. 4) Use iluminações diferentes para cada ambiente Segundo Lana, o cuidado com as luzes é essencial, pois a iluminação certa pode valorizar muito o ambiente. Para a iluminação dos quartos, o mais recomendável são as luminárias do tipo plafon, que abafam um pouco a luz e dão uma sensação de aconchego. Para quem puder gastar um pouco mais, também são indicados os spots com lâmpadas dicroicas, que são embutidos em forros de gesso. Já para ambientes como cozinha e lavanderia são indicadas luminárias fluorescentes, que garantem uma iluminação mais direta e clara. 5) Invista na qualidade dos armários O investimento em marcenaria pode ser bem alto e costuma representar 40% do gasto total com o acabamento. Por isso, é importante que o material e o serviço sejam da melhor qualidade. Os armários precisam ser bastante funcionais e mais uma vez vale a regra do quanto mais neutro melhor. “O ideal é que os armários sejam branquinhos e neutros, no máximo com algum acabamento que imite uma textura. Tem gente que acha lindo armário preto, mas a cor personaliza demais os cômodos e pode desagradar os compradores”, diz Lana Romani. E para descobrir se o serviço e o material têm qualidade, a orientação é buscar empresas consolidadas no mercado e marceneiros com alguns anos de experiência. Também deve ser feita uma análise do material, checando qual será o tipo de madeira usada e avaliando se as portas se abrem com facilidade, se não fazem barulho e se as gavetas correm com facilidade. 6) Use box de vidro Os box mais indicados são os de vidro temperado, com portas de correr. Os vidros temperados possuem uma resistência cerca de quatro vezes maior do que a dos vidros comuns. Ao se romper, seus estilhaços têm arestas menos pontiagudas, o que reduzi os riscos de acidentes graves. 7) Dê preferência a puxadores neutros Apesar da enorme variedade, para não ter erro, os puxadores devem ser cromados ou brancos. “Quanto mais clean, melhor”, sugere Lana Romani. 8) Utilize espelhos para ampliar o ambiente Muito recomendados em projetos de decoração de pequenos ambientes, os espelhos dão a sensação de amplitude, por isso também podem ajudar muito na valorização do imóvel. No banheiro, a dica é usar um espelho que ocupe o espaço todo entre a pia e o teto. E na sala ou no quarto, uma das paredes pode ser espelhada por inteiro, não só para causar a sensação de que o cômodo é mais amplo, mas também mais sofisticado. 9) Aposte em móveis retos A principal dica sobre as mobílias é apostar em móveis retos e fugir do estilo rococó, que seriam os móveis antigos, com curvas, ornamentos e motivos florais. Os móveis não devem ser muito pesados, nem carregados em cores e estilos. Os sofás devem ser retos e ter assentos grandes para garantir maior conforto. A mesa também deve ser básica. “Uma mesa de madeira pode ser muito linda e chique, mas para o proprietário, outras pessoas podem não gostar”. As mesas mais recomendadas seriam as com tampo de vidro e com base cromada. Sobre a cama, as do tipo box são as mais indicadas. Dê preferência às maiores camas que couberem no quarto, mas sem deixar o espaço apertado. Segundo Lana, as camas de tamanho casal não são mais tão usadas, por isso o ideal é que o tamanho seja no mínimo “queen”. 10 ) Prefira eletrodomésticos em inox Os eletrodomésticos podem ser brancos, que são as cores mais clássicas, mas os mais recomendados são os de inox, que têm feito muito sucesso por deixarem o ambiente com um ar mais sofisticado. “A linha branca é sempre procurada, mas não tem uma pessoa que não goste dos eletrodomésticos em inox, que hoje em dia são os preferidos”, diz Romani.

2014-02-20

10 dicas para valorizar o imóvel à venda

Antes de colocar um imóvel à venda ou para locação é importante ajustar alguns pontos. Pequenos reparos e simples cuidados podem ajudar nas negociações, agilizando o tempo de venda ou aluguel ou até mesmo incrementando o valor da sua casa ou apartamento. Confira algumas dicas a seguir. 1. Faça uma vistoria geral para checar se existe a necessidade de realizar alguma reforma. “Eliminar problemas nas instalações elétricas e hidráulicas ou na estrutura do imóvel é o primeiro passo para valorizá-lo e torná-lo mais atraente para possíveis compradores ou locatários”, aconselha o engenheiro civil Flávio Figueiredo, especialista em perícias e avaliações de imóveis, vice-presidente do Ibape/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) e diretor da Figueiredo de Associados. 2. Verifique também os caixilhos e, tratando-se de casas, é importante examinar o telhado. 3. Se for possível, renove a pintura e realize ajustes no piso. “Em geral, as pessoas costumam dar bastante importância à estética. Por isso, paredes com a pintura nova e um piso bonito fazem diferença”, diz Figueiredo. 4. Dê preferência aos pisos frios, caso faça alguma alteração nos pisos do imóvel. Esse tipo de material costuma ser mais fácil de limpar e também mais resistente. “Pisos de madeira e laminados costumam estragar mais facilmente”, pontua o engenheiro. 5. Evite deixar instalações elétricas com os fios soltos e aparentes. 6. Mantenha o local o mais neutro possível. Ao pintar o imóvel, por exemplo, prefira tons neutros, que não irão interferir no gosto pessoal dos futuros moradores. O excesso de customização pode se tornar um aspecto negativo nas negociações. 7. Conserve o imóvel limpo. A falta de limpeza pode causar uma má impressão para futuros compradores. 8. Preserve os móveis planejados ou embutidos. Isso ajudará principalmente quando a intenção é alugar o imóvel. 9. Mostre um bom aproveitamento da área útil. Se o imóvel estiver mobiliado, fique atento se não há um excesso de móveis. A estrutura dos cômodos, especialmente do banheiro e da cozinha, e o bom uso dos ambientes são requisitos importantes para compradores e locatários. 10. Saiba que a facilidade de vias de acesso, transporte coletivo e uma boa infraestrutura do bairro também impactam o valor final do imóvel.

2014-02-07

Qual a melhor forma de adquirir a casa própria?

A realização do sonho da casa própria nunca foi tão real para milhões de brasileiros, principalmente com facilitadores como o programa Minha Casa Minha Vida ou mesmo os constantes Feirões da Caixa ou do Banco do Brasil. Assim, a pergunta que fica é: qual a melhor forma de comprar um imóvel? Um bom negócio é comprar à vista, pois não paga juros e também tem a vantagem de conseguir um bom desconto na maioria das vezes. Mas, mesmo assim, alguns cuidados são necessários, principalmente, em relação aos gastos extras, que são consideráveis, com taxas cartoriais e bancárias, além de itens como mudança, condomínio e mobília. As famílias não pensam nestes pontos e aí que se endividam Entretanto, pagar à vista não é a realidade para a maioria dos brasileiros, como segunda opção recomendo um consórcio para quem não tem urgência em mudar e tem disponibilidade de uma verba de investimento mensal. Neste caso se pagará menos e se tiver sorte poderá ser sorteado e ganhar a casa rapidamente, além de também poder economizar para dar um lance com economias extras. Depois destas opções vem o financiamento, que também é uma opção de compra interessante, o grande problema é que ao comprar uma casa financiada se firmará um compromisso mensal. A dica para poupar é fazer uma estimativa dos gastos totais, avaliar quanto falta para atingir o montante e diagnosticar quanto pode ser posto de lado por mês para fazer face às despesas. Também é fundamental ter em mente que com o financiamento se estará contraindo uma dívida de valor. Que deverá ser honrada mensalmente e que existem os juros que, somados ao longo do contrato, podem significar o pagamento de duas até três casas. No caso de pagar aluguel, o financiamento pode ser uma ótima alternativa, deixando de pagar esse valor sem retorno futuro para pagar a prestação de algo que será seu. Se a pessoa não pagar aluguel, uma ótima alternativa é guardar o valor da prestação do financiamento,em qualquer tipo de investimento conservador, assim, em sete ou oito anos poderá comprar a casa à vista e não pagar juros. É preciso entender que o dinheiro aplicado rende juros, enquanto que o financiamento se paga juros. Um grande problema enfrentado para a realização do sonho de uma casa própria, são as dívidas sem valor, aquelas contraídas nas compras de produtos e serviços que muitas vezes não agregam valor. Estas acabam desequilibrando o orçamento financeiro mensal e com isso perde o foco no bem de valor que é a casa. Veja alguns passos para se adquirir uma casa própria: 1. Reúna a família e converse sobre este tema, definindo o lugar, valor e as reais condições que se encontram. 2. O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha, faça uma simulação em qualquer banco de quanto custaria a prestação deste imóvel e comece a guardarem um investimento conservador como poupança, CDB ou tesouro direto. 3. Analise o valor do aluguel que está pagando e se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel. 4. Lembre-se que o financiamento de um imóvel é considerada dívida de valor, por isso deve ser protegida e garantida antes de sair pagando as despesas mensais. 5. Cuidado com o valor do imóvel que comprará e veja se o seu valor adéqua-se a seu verdadeiro padrão de vida, muitas vezes não respeitamos nosso padrão. 6. Tenha sempre uma reserva estratégica, em caso de qualquer eventualidade não deixará de honrar este importante compromisso. 7. Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria é preciso rever imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas que somadas podem levar uma família ao desequilíbrio financeiro. 8. Nunca se esqueça que um novo imóvel demanda novos custos, como mobiliário novo, condomínio, taxas de transferência, etc. 9. Outro ponto a ser levando em conta é o custo de vida da região em que irá mudar, este pode se elevar. Também se preocupe com gastos com transporte.

2014-02-07

Registro de Imóvel - Tempo e paciência para encarar custos e burocracias

Além de documentos que comprador e vendedor precisam apresentar, as despesas com ITBI, certidões e escrituras pesam no bolso Não bastasse a alta da alíquota do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de Belo Horizonte – prevista para passar de 2,5% para 3% a partir de maio –, mudanças na solicitação de escritura e registro elevaram os custos e a burocracia do processo de compra e venda de imóveis. “No caso de pessoa física, é preciso apresentar a prova do estado civil tanto de quem está comprando como de quem está vendendo. O documento deve ser atualizado e ter sido emitido há, no máximo, 90 dias”, alerta o despachante especialista na área imobiliária Divino Barbosa de Souza. Para os casais, a certidão de casamento deve ser solicitada no cartório onde a união civil foi realizada. No caso de divórcio ou separação, devem ser apresentadas as certidões de casamento com averbação de divórcio e separação, respectivamente. Se viúvo, a certidão de óbito do cônjuge. Tudo com menos de 90 dias de emissão. “Essa modificação passou a valer na virada do ano”, lembra Divino. Segundo Fernando Pereira do Nascimento, oficial do 1º ofício de registro de imóveis de BH, a exigência visa dar maior segurança aos envolvidos nas transações imobiliárias. “A alteração do estado civil ou da capacidade das partes pode anular uma compra e venda”, explica. Essa é apenas mais uma das várias etapas que devem ser superadas por vendedores e compradores de imóveis para finalizar o processo de transferência do bem. Se for considerado o prazo para levantamento dos documentos exigidos e a tramitação do processo de escritura e registro, Divino calcula serem necessários de 60 a 90 dias no total. É bom lembrar que finalizar o processo na escritura não garante a posse. “A propriedade só se transmite com o registro”, alerta Fernando. A escritura é um instrumento para formalizar a vontade jurídica das partes e verificar a regularidade tanto dos envolvidos quanto do próprio imóvel. “É observado, por exemplo, se o empreendimento está livre e desembaraçado de qualquer ônus ou encargo que impeça sua alienação, como uma indisponibilidade decretada pelo Judiciário”, explica Fernando. O processo de escritura é fundamental para garantir a lisura da compra e venda do bem. “É o ato preparatório. O que costuma demorar normalmente é o levantamento das certidões e o fato de as informações do imóvel no cartório estarem desatualizadas”, observa Fernando. Em vez de constar como casa construída, o bem pode ainda estar registrado como lote. O conflito de informações barra o processo e a necessidade de regularização da construção estende os prazos. Verificada toda a documentação e liberada a conclusão da transação, é realizado o cálculo do ITBI, alíquota que cabe ao município fixar. Enquanto em Belo Horizonte a taxa vai pular para 3%, em Nova Lima, cidade vizinha, esse percentual é de 2%. Já os emolumentos pagos, parte para custear os serviços do cartório, parte destinadas ao governo do estado, são fixados por lei estadual e reajustados anualmente. Os valores fixados valem para qualquer operação realizada nas cidades mineiras (veja quadro). Considerando todos os custos – exceto ITBI –, as taxas podem representar até 1,5% do valor do imóvel. Finalizado o processo de escritura, é importante dar entrada imediata no pedido de registro. “Pode haver venda em duplicidade, por má-fé ou não. Nesse caso, quem registrar a escritura primeiro é o dono, mesmo que a outra escritura tenha sido lavrada antes”, afirma Fernando Pereira. Casos como esse são mais comuns na venda de lotes vagos. Nessa fase, é preciso pagar novo emolumento para registro do imóvel, cujo valor é calculado seguindo tabela semelhante à utilizada para escritura. SEGURANÇA O oficial Fernando Pereira alerta que a propriedade só se transmite com o registro do imóvel Para se precaver de surpresas desagradáveis, o comprador pode buscar informações detalhadas sobre a situação do imóvel. “É preciso solicitar esses dados no cartório de registro de imóveis que engloba a região onde o empreendimento está localizado. Lá é possível solicitar a certidão de inteiro teor com ônus e ação que oferece uma radiografia completa do imóvel”, afirma Fernando. Além do proprietário, é possível obter informações sobre impedimentos do bem, metragem e se os dados estão atualizados. “É importante que o comprador tenha conhecimento claro das condições do imóvel”, observa Fernando Pereira. Para fazer a solicitação junto ao cartório é importante ter em mãos o número da matrícula do imóvel, obtida, inclusive, com o corretor. “Caso não tenha, a pessoa pode buscar pelo endereço do empreendimento ou pelo nome do proprietário”, orienta. Veja também - CMISecovi quastiona elevação do ITBI para 3% - PBH eleva ISSQN das empresas imobiliárias - IGP-M de janeiro fica em 0,48% - Crédito Imobiliário deve crescer ainda mais em 2014 Emolumentos Valor do imóvel Taxa De R$ 105.000,01 a R$ 210 mil - R$ 1.695,74 De R$ 210.000,01 a R$ 420 mil - R$ 2.174,42 De R$ 420.000,01 a R$ 840 mil - R$ 2.516,66 De R$ 840.000,01 a R$ 1,68 milhão - R$ 3.128,78 De R$ 1.680.000,01 a R$ 3,2 milhões - R$ 3.910,90 Acima de R$ 3.200.000,01 - R$ 4.888,78 Cuidados antes de comprar o imóvel - Verifique junto à prefeitura a situação do imóvel quando estiver situado em área sujeita a limitações (recuos, limitações administrativas, potencial construtivo, tombamento etc.); - Caso o vendedor seja viúvo ou divorciado e no registro imobiliário conste outro estado civil, é importante verificar a existência de partilha ou adjudicação a ser registrada no registro de imóveis, evitando despesas inesperadas; - Caso seja o herdeiro a pessoa que está vendendo o imóvel, é necessário que se exija o registro formal de partilha para efetivar a compra. Como os processos de inventário podem demorar, o comprador ficará impedido de registrar o imóvel em seu nome até que se regularize o inventário.

2014-01-22

Mercado imobiliário no Brasil teve um aumento considerável nos últimos anos

Uma pesquisa realizada com 54 países mostra que o valor médio dos imóveis no Brasil teve um aumento de 121,6% depois da crise do ano de 2008. O setor imobiliário sofreu uma desvalorização no ano de 2008 e os Estados Unidos foi o precursor dessa queda. Isso fez com que todos os países ao redor do mundo tomasse medidas drásticas para resolver o problema. Um aumento sobre os preços nos imóveis residenciais foi uma das medidas tomadas para combater a crise. O levantamento foi efetuado em mais de 50 países pelo BIS (Banco de Compensações Internacionais). Essa instituição está em funcionamento e realiza o intermédio entre o os bancos centrais. O BIS utiliza de duas referências para resolver o problema de comparações entre os mercados de todo o mundo, O valor de cada um dos negócios e também o valor do metro quadrado. Cada mês é calculado pelo Banco Central o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados. As regiões metropolitanas avaliadas são Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e Recife. A maior alta que ocorreu no mercado foi entre 2008 e no começo de 2011, mas nos três meses seguintes houve uma desaceleração por volta de 15%. No ano passado, porém houve uma queda de 9%. O setor imobiliário está passando por uma fase de ajustamento que está se alinhando com a elevação da economia, podendo ser positiva e elevando sustentabilidade do setor. Mas após essa “euforia”, obviamente poderá ter algumas opções em outros países mais atrativas, talvez Turquia ou Dubai. Segundo Liam Bailey, que trabalha na área de pesquisa internacional da Knight Frank, a maior imobiliária independente do mundo, o Brasil é considerado também por ter bons negócios ainda mais no Rio de Janeiro e São Paulo.

2014-01-21

Veja oito dicas para conquistar a casa própria em 2014

Planejamento financeiro é fundamental para quem pretende adquirir um imóvel. Oito a cada dez famílias brasileiras pretendem comprar a casa própria nos próximos dois anos, o que equivale a 7,9 milhões de pessoas, conforme mostra levantamento do Instituto Data Popular. Antes de fechar o negócio, no entanto, é fundamental organizar as contas. No momento da aquisição de um bem, é importante que o consumidor deixe a emoção de lado e faça um bom planejamento, pois o pagamento do imóvel vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências. Veja alguns passos que ajudam no momento da decisão de compra, listados pela AMSPA: 1. Economize parte do dinheiro. Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, defina quais despesas podem ser cortadas. O dinheiro poupado vai ser fundamental para dar uma boa entrada ao adquirir a casa própria. O ideal é quitar, pelo menos, 30% do valor total do bem na hora de fechar o contrato; 2. Verifique qual o teto do valor das prestações que você pode pagar. Não comprometa mais do que 30% da renda familiar; 3. Simule como ficaria o financiamento se fosse feito hoje. Quando for fechar o negócio, peça antes uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação; 4. Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento das prestações; 5. Reserve dinheiro para pagar despesas, que inclui o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do imóvel, dependendo do município), o registro da escritura e as certidões emitidas pelo cartório; 6. Compare as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado; 7. Fique atento às taxas de juros. Quando for comprar, opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR – Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE; 8. Na dúvida, consulte um advogado. A opinião do profissional será essencial para saber se você está em condições de fazer um bom negócio.

2014-01-08

Mercado imobiliário vê impulso em 2014

Depois de subirem 19% este ano, recuperando perdas, recursos da poupança para financiamentos devem chegar a R$ 115 bi. Brasília – Sonho de muitos brasileiros, a casa própria poderá se tornar uma realidade mais fácil em 2014, ano em que as construtoras apostam tudo na recuperação dos negócios, depois de resultados minguados desde 2011. Movidas a crédito, as empresas querem desovar estoques e ampliar a média de lançamentos, que ficaram engavetados diante do fraco desempenho da economia. A alavanca virá, sobretudo, do crédito farto. Estima-se que os consumidores terão disponíveis pelo menos R$ 172,8 bilhões para financiamentos, somados os recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O ano que se encerra agora já foi de aumento de crédito. Mas grande parte da alta representa a recuperação do nível de 2011, já que em 2012 houve perda considerável. Levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostra que o total de imóveis financiados com recursos dessa modalidade de depósito bancário deverá somar 520 mil unidades em 2013, alcançando o valor recorde de R$ 100 bilhões. Se confirmado, o montante é 19% superior aos R$ 84 bilhões destinados a 450 mil imóveis no ano passado. Para 2014, a expectativa do setor é de um acréscimo de mais 15% no volume de recursos, chegando à marca de R$ 115 bilhões. O presidente da entidade, Octavio de Lazari Junior, espera um crescimento entre 15% e 20% nos financiamentos no próximo ano. Para isso, ele conta com o avanço do crédito puxado pelo apetite dos bancos pela carteira imobiliária, além da melhora de caixa de construtoras e da manutenção dos níveis gerais elevados de emprego e renda. Só de janeiro a outubro, o crédito imobiliário cresceu 34% em comparação a igual período de 2012, atingindo R$ 88 bilhões, dos quais R$ 63 bilhões para pessoas físicas. Os financiamentos para empresas de construção fecharam 2012 em queda de 20% e subiram 19% nos primeiros 10 meses deste ano. Em preparação para esse boom de crédito, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ampliar o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com recursos do FGTS e juros mais baratos. A partir de outubro, o valor dos imóveis que o empregado pode comprar usando seu saldo do fundo subiu para R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de R$ 650 mil nas demais regiões. O limite anterior, de R$ 500 mil, estava em vigor desde 2009. Os empresários aplaudiram a medida. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady, aposta em uma recuperação geral do setor em virtude dos investimentos federais em infraestrutura e, sobretudo, à nova etapa do Minha Casa, Minha Vida. O programa federal representou cerca de um terço do total das construções habitacionais no país em 2013, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Para o governo, os alvos desse esforço são a eleições e a tentativa de impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB), ao mobilizar 1,3 milhão de trabalhadores. “Este ano ainda não trouxe os resultados que esperávamos, mas confiamos nos anúncios feitos pela presidente Dilma Rousseff para colher melhores resultados em 2014. Queremos continuar cumprindo o papel de principal indutor do crescimento da economia”, discursou Safady na semana passada. Mesmo assim, especialistas alertam para a necessidade de os investidores se acostumarem com uma realidade mais moderada no segmento imobiliário nos próximos anos, diferentemente da arrancada iniciada uma década atrás, que alcançou o auge em 2011. “O mercado fez, em 2012 e neste ano, um ajuste natural em relação ao excesso de oferta e à redução do ritmo da demanda. De toda forma, dificilmente voltaremos a constatar expansões de dois dígitos”, prevê Luis Fernando Mendes, economista do Cbic. Depois dos frutos do novo marco regulatório do setor, com a introdução de novas garantias que derrubaram a inadimplência e empolgaram os financiadores, novos saltos vão depender de ganhos de eficiência e custos menores, ressalta Mendes. “A demanda reprimida, sobretudo da classe média, somada ao farto crédito, impulsionou o setor por quase uma década. Mas era de se esperar uma acomodação para iniciar uma transição para um ritmo sustentável”, acrescenta. Na opinião deles, a perda da produtividade da mão de obra vai exigir a introdução de novos materiais e tecnologias. “Um novo salto do setor vai depender de uma melhora substancial do processo produtivo, com taxas de produtividade mais competitivas”, sublinha. Estudos do Banco Central (BC) mostram que há espaço para crescimento ao considerar a relação entre crédito imobiliário e PIB do país. Em 2013, o percentual deve chegar a 8%, um terço do que se vê na África do Sul, por exemplo.

2013-12-04

7 dicas para a venda do seu imóvel ser um sucesso

Saiba como vender seu imóvel no menor prazo e pelo melhor preço possível. São Paulo – Ainda que você não seja um investidor imobiliário, se você tem um imóvel próprio e deseja vendê-lo, certamente quer fazê-lo no menor tempo possível e conseguir o melhor preço – principalmente se for um segundo imóvel que só está dando despesa. Mas para isso, é preciso ter iniciativa e não ser intransigente demais nas condições. A menos que você tenha um imóvel realmente irresistível e com um grande diferencial, vale a pena observar alguns cuidados para conseguir fazer uma venda de sucesso: 1 Tenha toda a documentação em dia, sem pendências ou inadimplência Um dos pontos cruciais da vistoria feita pelos compradores é a documentação dos vendedores e do imóvel. Por isso é importante não ter dívidas em atraso que possam atingir o imóvel mesmo depois da venda, ou mesmo um processo de penhora já iniciado. A documentação em dia já será um ponto a seu favor. É possível vender um imóvel que esteja em inventário ou que seja alvo de uma partilha de divórcio, mas isso pode afastar compradores que tenham medo de conflitos entre os herdeiros ou o casal que está se separando. 2 Deixe o imóvel apresentável para visitação Especialistas em mercado imobiliário recomendam que sejam feitos reparos essenciais no imóvel antes de abri-lo para a visitação. Pintar as paredes de cores neutras, consertar defeitos mais aparentes (como pequenos vazamentos), tirar mofo e infestações por insetos, aparar a grama do jardim e fazer uma readequação elétrica e hidráulica são algumas dessas medidas. Só não vale a pena fazer uma grande reforma e gastar muito dinheiro, pois as mudanças podem não ser do agrado do comprador, que poderá ter de reformar tudo de novo. Veja o que vale e o que não vale a pena reformar antes de pôr um imóvel à venda. Se o imóvel ainda estiver ocupado pelo proprietário ou por um inquilino, é recomendável retirar, na hora das visitas, traços extremamente pessoais e potencialmente polêmicos, como motivos religiosos ou decoração ligada às preferências musicais ou ao time de futebol do morador. A limpeza dos ambientes também é fundamental. Veja quatro estretégias para vender seu imóvel rapidamente. Mesmo detalhes podem atrapalhar muito a venda se forem ignorados. “Se o potencial comprador só puder visitar o apartamento à noite, por exemplo, ele não pode chegar lá e a luz estar cortada”, exemplifica Wang Chi Hsin, investidor em imóveis e coautor do livro “Investir em Imóveis: entenda os segredos práticos deste mercado”, da Ed. Évora.

2013-11-14

Vai comprar um imóvel? Saiba como ver o saldo do FGTS online

No mesmo ambiente da web é possível checar se o empregador está fazendo os depósitos regularmente, além de atualizar o endereço para envio do extrato em papel. São Paulo - Se você está planejando usar o dinheiro do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar um imóvel, há uma forma simples de verificar quanto você tem no fundo. A consulta ao saldo, aos depósitos feitos pelo empregador e até a atualização de endereço para receber os extratos do FGTS em casa pode ser feita online e gratuitamente no site da Caixa. Bastra entrar no site do banco, opção Você>Serviços Sociais>FGTS. Ao clicar em Extrato do FTGS, aparecerá uma tela em que você deverá informar o número do PIS/PASEP que consta na sua carteira de trabalho e uma senha, que pode ser cadastrada rapidamente na hora. Depois, basta informar o código de confirmação. Você verá então uma tela com todas as informações referentes ao seu fundo de garantia. Você poderá então visualizar seu extrato, para verificar o saldo contido no fundo e também os depósitos do empregador. Dessa forma, é possível, por exemplo, verificar se o empregador não está faltando com os pagamentos, o que costuma ser motivo de inúmeras ações trabalhistas. Você também pode optar por receber o extrato do seu FGTS regularmente por e-mail ou ainda atualizar seu endereço para recebê-lo em casa. O ambiente do site da Caixa onde se pode ver as informações sobre o FGTS é o mesmo onde o trabalhador pode verificar informações acerca de um eventual seguro-desemprego que deva receber. Qualquer trabalhador com carteira assinada pode ter acesso a esse ambiente online, mesmo que não seja cliente Caixa. Basta cadastrar a senha. Recentemente, o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS foi elevado para 650 mil reais, sendo 750 mil reais para os estados de São Paulo e Minas Gerais, do Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Outras regras também devem ser cumpridas, como ter no mínimo três anos sob o regime do FGTS e não possuir imóvel próprio na cidade onde reside ou trabalha. Veja os casos em que o FGTS paga seu imóvel.

2013-10-03

Novo limite para financiamento de crédito pode elevar preço dos imóveis?

O aumento do limite de financiamento da casa própria com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 500 mil para R$ 750 mil pode elevar a cotação dos imóveis prontos nos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e no Distrito Federal nessa faixa de preço. Isoladamente, o efeito potencial dessa medida é estimular a demanda e pressionar preços, diz o coordenador do índice FipeZap de preços de imóveis anunciados na internet, Eduardo Zylberstajn. Ele frisa, no entanto, que esse efeito é potencial, uma vez que não é apenas a maior oferta de crédito que influencia a compra do imóvel, mas pesam outros fatores. Nesse rol, o economista aponta a renda e o emprego, que já não têm o mesmo vigor do passado recente. Além disso, segundo Zylberstajn, há oferta maior de imóveis. Esses fatores podem atenuar o impacto positivo do aumento da disponibilidade de crédito nos imóveis de R$ 500 mil a R$ 700 mil. A participação dos imóveis prontos, novos e usados nessa faixa de preço no total de anúncios na internet é significativa. Segundo o economista, representa 19% nos Estados de São Paulo e Minas Gerais; 18% no Distrito Federal e 20% no Rio. Apesar de o economista ressaltar que o mercado imobiliário está esfriando, os indicadores ainda são positivos. Segundo o índice FipeZap, o preço do metro quadrado dos imóveis prontos neste ano acumula alta de 10,5% no Rio e de 8,6% em São Paulo até agosto. No Distrito Federal e em Minas Gerais, a alta é mais moderada, de 2% e 1,5%, respectivamente. Para a diretora jurídica da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (Amspa), Ana Carolina Bernardes, ainda não é possível saber como o mercado deve responder às mudanças para uso do FGTS, mas há uma tendência de alta. Quando houve aumento no teto do FGTS, os preço subiram. Acreditamos que o mercado deve responder da mesma maneira. Sem impacto Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior, a possibilidade de aumento nos preços tende a zero. Já temos um mercado com certa oferta, estoques de imóveis, afirma. A projeção da Abecip é que o crédito cresça 20% neste ano, bem acima dos 3% do ano passado. Este ano desaguou o que estava represado. O desembolso do crédito imobiliário deve ultrapassar R$ 1 bilhão, afirma Lazari Junior. O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Claudio Bernardes, só vê possibilidade de alta de preços em locais com oferta muito baixa de imóveis acima de R$ 500 mil. Mas isso não vai correr de forma geral. Até porque, segundo ele, 42% dos imóveis lançados nos últimos 12 meses já tinham preço acima de R$ 500 mil. Ele também acredita que as mudanças no perfil dos lançamentos do imóveis compatíveis com a nova regra só deve ter efeito no ano que vem. Os novos lançamentos podem tentar se adaptar a esse tipo de produto, e aí não é uma questão de preço dos imóveis. Mas um produto adaptável com as regras de financiamento, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

2013-09-20

Aluguel residencial sobe 1,7% em agosto, diz Secovi-SP

No acumulado em 12 meses, os valores dos alugueis nos contratos novos cresceram 9,9%, acima da inflação O aluguel de imóveis residenciais na capital paulista subiu 1,7% em agosto na comparação com julho, de acordo com pesquisa divulgada há pouco pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), que considera os valores dos contratos novos de locação fechados no mês. O levantamento mostrou que os imóveis que tiveram maior aumento mensal em agosto foram os de um dormitório, com elevação de 2,0%. Os valores das unidades de dois dormitórios tiveram aumentos médios de 1,6%, enquanto as residências de três quartos tiveram altas menores, de 1,4%.No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto, os valores dos alugueis nos contratos novos cresceram 9,9%, patamar acima ao da inflação medida pelo IPCA, que registrou alta de 6,09% no mesmo período. A modalidade de garantia locatícia mais utilizada nos contratos de aluguel foi o fiador, usado em 47,5% das moradias locadas. Outro instrumento jurídico garantidor muito demandado foi o depósito de até três meses de aluguel, responsável por 33% dos imóveis alugados. O seguro-fiança foi utilizado em aproximadamente 20% das residências locadas. Os imóveis alugados mais rapidamente foram as casas, comercializadas num período médio entre 14 e 33 dias. Os apartamentos variaram de 19 e 38 dias, em média.

2013-09-16

SECOVI/SP - Semana Imobiliária 2013 vai ser um show de bola

O evento mais esperado do ano acontece de 18 a 21 de setembro, reunindo os principais players do mercado nacional, autoridades governamentais e especialistas do Exterior. O que o setor imobiliário precisa para fazer gols de placa? Esta é a pergunta que abre a Convenção Secovi-SP 2013. Nos moldes de uma mesa-redonda, mediada pelo jornalista esportivo Mauro Beting, o debate reúne Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi; o professor e economista Eduardo Giannetti da Fonseca; Roberto Egydio Setubal, presidente executivo do Banco Itaú; Fernando Haddad, prefeito de São Paulo; e o governador Geraldo Alckmin. “A ideia é discutir como o setor imobiliário pode continuar sendo titular no time de uma sociedade que enfrenta adversários como déficit habitacional, falta de mobilidade e de qualidade de vida”, antecipa Bernardes. A Convenção Secovi segue focalizando assuntos de interesse direto das áreas de incorporação, loteamento, construção, comercialização, locação, administração de condomínios, shopping centers, hotelaria, turismo, seguros, financiamento, advocacia, enfim, todas as atividades relacionadas à indústria imobiliária. Os painéis contemplam, dentre muitos outros, aspectos como o momento imobiliário internacional (com representantes dos EUA, Colômbia, Panamá etc.); economia internacional e investimentos estrangeiros no Brasil (trazendo o especialista norte-americano Roger Staiger); grandes temas do mercado imobiliário sob a ótica da atuação do Ministério Público; panorama do mercado do Interior; riscos e oportunidades para empresas no mundo digital (com a especialista Martha Gabriel); o setor hoteleiro às portas da Copa do Mundo; tendências do mercado para 2014 (com participação do economista Ricardo Amorim); e o presente e o futuro do programa Minha Casa, Minha Vida (com o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte). Haverá, ainda, um talk show com a participação do presidente licenciado do Santos Futebol Clube, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, focalizando as oportunidades de investimento no mercado imobiliário para jogadores, técnicos e “torcedores” (a sociedade). Complementam a programação visitas técnicas a empreendimentos diferenciados. REAL ESTATE SHOWCASE – 19 de setembro Em sua segunda edição, essa rodada de negócios imobiliários oferece a empresários e profissionais brasileiros e estrangeiros a oportunidade de apresentar produtos, serviços e empresas. Esse é o momento da Convenção dedicado ao networking e prospecção de parcerias. FÓRUM URBANÍSTICO INTERNACIONAL – 20 de setembro A primeira sessão do Fórum focaliza a questão da mobilidade urbana. Os pontos positivos e negativos de cada tipo de transporte serão abordadas por especialistas. Já o painel “Planejamento urbano: o projetar para a escala humana”, conta, dentre outros, com a participação de Vishaan Chakrabarti, professor da Universidade de Colúmbia e autor do livro “A Country of Cities”. Ao final do Fórum acontece a entrega do Prêmio Lares/Secovi. PROTEJA SUA FAMÍLIA E SEU PATRIMÔNIO – 21 de setembro Este é o tema de seminário dedicado às administradoras e aos síndicos de condomínios. Com a presença de representantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da 4ª Delegacia do DEIC (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), serão analisadas ações integradas que possam contribuir para a segurança dos cidadãos. Além disso, especialistas também orientam sobre cuidados no planejamento de reformas, obras e manutenções em edificações. A Semana Imobiliária é integrada por quatro grandes realizações: o Prêmio Master Imobiliário, conferido pelo Secovi-SP em conjunto com a Fiabci/Brasil; a Convenção Secovi, que comemora sua 10ª edição; o 4º Fórum Urbanístico Internacional; e o 2º Real Estate Showcase (rodada de negócios). também a entrega do 1º Prêmio Lares/Secovi: a Latin American Real Estate Society e o Sindicato reconhecem os três melhores trabalhos acadêmicos sobre mercado imobiliário.

2013-08-20

7 erros de donos de imóveis que afastam possíveis inquilinos

Os erros e intransigências dos proprietários de imóveis residenciais e comerciais que podem tornar difícil a tarefa de encontrar um locatário. São Paulo – Se o mercado de locação está aquecido na sua cidade, mas você está demorando muito a conseguir um inquilino para o seu imóvel, pode ser que esteja cometendo algum erro. Imóveis bem localizados costumam ser alugados depressa, mas se o problema não for a localização, outros motivos, como o mau estado de conservação, o preço do aluguel ou alguma intransigência do proprietário podem dificultar muito a locação e acabar deixando o imóvel vago por mais tempo. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o tempo que um imóvel residencial leva para ser alugado tem ficado em torno de um mês. Casas levaram de 13 a 32 dias para serem alugadas em junho, enquanto que apartamentos levaram de 18 a 38 dias. Destes, os imóveis alugados mais rapidamente foram os de um quarto (15,3 dias para casas e 21,6 dias para apartamentos), enquanto que os de três quartos foram os que levaram mais tempo (37,4 dias para casas e 38,9 dias para apartamentos). Se você está tentando alugar um imóvel há muito tempo e não consegue fechar negócio com ninguém, talvez seja você o responsável. Veja a seguir quais os erros mais comuns dos proprietários que acabam afastando os inquilinos em potencial, de acordo com especialistas no ramo de locação: 1. Alugar um imóvel em mau estado de conservação Esse talvez seja o erro Número Um dos proprietários, sobretudo de imóveis residenciais. Após algumas locações, é inevitável que os imóveis fiquem um pouco degradados, como resultado do uso e do desgaste. Entre um inquilino e outro, sobretudo quando o locatário morou no imóvel por muito tempo, é essencial fazer os reparos necessários para atrair inquilinos interessados em permanecer por muito tempo, e até para poder cobrar um aluguel maior. “Os inquilinos não querem fazer um grande investimento para tornar o imóvel habitável. No caso do aluguel residencial, em geral as pessoas têm um prazo curto para se mudarem. Se o proprietário despreza este fato, acaba atraindo um inquilino de pior qualidade e tendo que negociar um valor menor”, explica Nelson Parisi Junior, presidente da Rede Secovi de Imóveis. A dica de Parisi é que o proprietário sempre forme uma reserva com um percentual dos aluguéis recebidos ao longo do tempo para a manutenção do imóvel ao final da locação. “Como ocorre com qualquer outro produto, há concorrência, e um imóvel melhor atrai um locatário melhor”, diz. Segundo o diretor de locações da imobiliária gaúcha Guarida, Régis Scalari, os inquilinos evitam mesmo imóveis mal conservados “A resposta que recebemos dos interessados é que simplesmente ‘não dá’”, diz Scalari. 2. Não adaptar o imóvel residencial ao uso comercial No caso dos imóveis comerciais para locação, a falta de adaptação vem se somar à má conservação na função de afastar bons inquilinos. Nelson Parisi explica que proprietários de casas localizadas em regiões que se tornaram comerciais normalmente desejam alugá-las para esta outra função. Porém, muitos não se preocupam em adaptar o imóvel para finalidades comerciais. Ele explica que a divisão de cômodos, os tipos de janelas e a rede elétrica das casas residenciais muitas vezes não suportam a atividade de uma empresa ali instalada. “Até ontem aquele imóvel era uma residência. O proprietário deve investir algum dinheiro para adaptar a casa para uso comercial, a fim de atrair bons inquilinos”, observa Parisi. 3. Ser inflexível na aceitação de fianças O fiador não é o único tipo de garantia que o inquilino pode oferecer. O seguro-fiança já é largamente difundido e oferece garantia pelos 30 meses do contrato de aluguel, caso o inquilino fique inadimplente. Essa é a modalidade que mais onera o locatário, uma vez que o valor pago a título de prêmio não é devolvido. Mas é uma alternativa para quem não tem fiador. Existem ainda outras modalidades que dispensam o fiador e que possibilitam ao inquilino reaver o dinheiro depositado com correção monetária na hora de deixar o imóvel. É o caso do Título de Capitalização, da caução depositada em caderneta de poupança e dos fundos de investimento. Outro obstáculo que os proprietários costumam impor é de só aceitar fiador com imóvel na mesma cidade do imóvel que está sendo alugado. Isso é permitido, uma vez que torna a operação menos onerosa caso seja preciso executar a garantia, mas deixa de fora todos os inquilinos nascidos fora da cidade. Se a administradora do imóvel tiver uma estrutura nacional, pode ser interessante aceitar fiadores de fora. Contudo, se o proprietário realmente não quiser ceder, é bom considerar a aceitação de outras formas de garantia. “O ideal é aceitar o máximo de garantias possível”, diz Régis Scalari. 4. Rejeitar locatários que tenham animais ou filhos pequenos Scalari lembra ainda que alguns proprietários não querem inquilinos que tenham filhos pequenos ou animais de estimação, sem razão aparente. “Às vezes é uma casa com quintal, com toda a possibilidade de ter um animal de estimação, e o proprietário não quer. Mas isso não tem muito sentido, pois o locatário tem que devolver o imóvel exatamente da forma como o alugou”, observa o diretor de locações da Guarida. 5. Restringir demais o uso e as modificações permitidas no imóvel No caso de um imóvel residencial é até razoável restringir o tipo de modificação que possa ser feito. Mas, para Régis Scalari, restrições a modificações mais simples, como furar as paredes, não têm muito sentido, uma vez que é fácil revertê-las na hora da devolução do imóvel. “A pessoa pode querer morar no imóvel por cinco, dez anos, e não vai poder pôr um quadro sequer na parede?”, questiona. Se o imóvel for comercial, essa intransigência se torna ainda mais complicada. “Para o negócio que vai se instalar ali pode ser importante fazer mudanças internas, como derrubar uma parede ou pintar as paredes de outra cor”, explica Scalari. Ele lembra ainda que há proprietários que chegam a restringir o tipo de negócio que pode ser instalado ali. Do tipo que aceita restaurante, mas não farmácia, por exemplo. 6. Anunciar o imóvel em muitas imobiliárias Em tese, anunciar o mesmo imóvel em mais de uma imobiliária pode fazer com que os corretores sejam mais compromissados e se esforcem mais para alugá-lo rapidamente, a fim de embolsar a comissão. Contudo, o tiro pode sair pela culatra. Um imóvel anunciado em mais de uma ou duas imobiliárias pode passar a impressão de estar “encalhado” e de que o proprietário já está desesperado para locá-lo de qualquer maneira. “O inquilino em potencial pode achar que o imóvel tem algum problema”, diz Nelson Parisi, da Rede Secovi. 7. Ausência de armários e presença de mobília Armários são grandes atrativos dos imóveis residenciais para locação, e a ausência desses móveis, especialmente na cozinha, pode dificultar para o proprietário encontrar um inquilino. “Pessoas mais velhas, que já vivem de aluguel há muito tempo, podem até ter seus próprios armários e até preferir imóveis sem esses móveis. Mas os mais jovens normalmente preferem apartamentos com armários”, explica Régis Scalari. Apartamentos totalmente mobiliados também podem espantar inquilinos. Normalmente, explica o diretor de locações da Guarida, esses imóveis atraem um público mais jovem, que está começando a vida, como universitários ou pessoas que acabaram de se formar e conseguir o primeiro emprego. Pessoas um pouco mais velhas, com mais renda, estabilidade e desejosas de construir um lar provavelmente preferirão imóveis sem mobília.

2013-08-19

Posso usar o FGTS para pagar imóvel que não foi financiado?

Internauta quer saber se pode usar o FGTS para quitar dívida imobiliária junto à construtora sem ter que abrir um financiamento. Dúvida de internauta: Posso usar meu FGTS para amortizar uma dívida junto à construtora pela compra de um imóvel não financiado em instituição financeira? Ou seja, é obrigatório ter um financiamento ativo para usar o FGTS ou eu posso pagar minha dívida diretamente com a construtora com recursos do fundo, sem uso do crédito imobiliário? Resposta de Marcelo Prata*: A utilização do FGTS para compra de um imóvel pode ocorrer tanto na amortização do financiamento imobiliário, na composição do valor a ser dado como entrada, como no pagamento total do imóvel. Essa última é conhecida como Compra à vista com FGTS, e para ser realizada basta procurar um agente financeiro e solicitar o saque total. Na prática, o processo é similar ao do financiamento. E o imóvel, bem como, o comprador, precisam se enquadrar nas regras de utilização do FGTS. No caso que você mencionou, de um financiamento direto com a construtora, o FGTS, só poderá ser utilizado para quitação total do saldo devedor. Ou seja, não é possível amortizar e continuar pagando as parcelas. Isso só é possível caso o financiamento tenha sido tomado num banco. Portanto, se esse for seu caso, a sugestão é fazer o financiamento imobiliário numa instituição financeira, quitar o saldo devedor com a construtora e, posteriormente, amortizar com utilização do FGTS. *Marcelo Prata é presidente da Associação Brasileira dos Correspondentes de Empréstimo e Financiamento Imobiliário (Abracefi). Dúvidas, observações ou críticas sobre a resposta acima? Deixe seu comentário abaixo! Envie outras perguntas sobre imóveis e financiamento imobiliário para seudinheiro_exame@abril.com.br.

2013-08-16

Comprador que busca 1º imóvel em SP tem renda média de 5 mil

Estudo da Lopes destaca diferenças de perfil entre compradores que buscam imóvel pela primeira vez e aqueles que já adquiriram um imóvel antes. Sao Paulo - Os paulistanos que buscam adquirir seu primeiro imóvel têm renda média mensal de 5 mil reais e se interessam, principalmente, por imóveis na faixa de 249 mil a 499 mil reais e com área privativa de 50 a 89 metros quadrados. As constatações fazem parte de um estudo realizado pela Lopes, empresa de intermediação e consultoria de lançamentos imobiliários, com mais de 6.828 residentes da Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a pesquisa, os compradores de primeira viagem têm em média 29 anos; 92% procuram apartamentos; e 97% buscam imóvel para moradia própria, enquanto 2% têm o objetivo de comprar o imóvel para investimento. Sobre o status de construção do imóvel, 79% deles preferem imóveis na planta, 24% em construção e 20% imóveis prontos (questão admitia mais de uma resposta). Entre os interessados em comprar da segunda propriedade em diante, a renda média mensal é de 10 mil reais. Eles procuram apartamentos que custam em torno de 500 mil reais, com área privativa de 70 a 129 metros quadrados. São pessoas de faixa etária média de 39 anos e que também buscam, de preferência, apartamentos (90%). Dentro desse grupo, 76% preferem imóvel na planta, 29% em construção e 25% imóveis prontos (questão com mais de uma resposta). E 74% buscam imóvel para moradia própria e 19% para investimento. Entre os compradores interessados em adquirir o primeiro imóvel, as regiões mais desejadas são: Vila Mariana, Campo Limpo, Penha, Tatuapé, Lapa, Vila Sônia, Santana, Pirituba, Centro e Bela Vista. E entre aqueles que já possuem um imóvel, os locais preferidos são: Vila Mariana, Saúde, Tatuapé, Mooca, Perdizes, Lapa, Santana, Casa Verde, Higienópolis e Bela Vista são as preferências. As entrevistas foram realizadas nos últimos 12 meses por telefone com clientes da Lopes interessados em comprar um imóvel. Dentre os participantes, 57% afirmaram que estão buscando o primeiro imóvel, enquanto 43% já compraram algum imóvel antes.

2013-07-15

Os melhores fundos imobiliários do primeiro semestre de 2013

Fundos apanharam no semestre e poucos tiveram desempenho positivo; altas foram modestas. São Paulo – Os fundos de investimento imobiliário, fundos que investem em imóveis com cotas negociadas em Bolsa, apanharam no primeiro semestre de 2013. O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), que reúne os fundos imobiliários mais negociados e com maior valor de mercado, caiu 8,65% nos seis primeiros meses do ano. Dos fundos mais rentáveis do semestre, nenhum teve um desempenho extraordinário, diferentemente dos últimos semestres. Os melhores fundos, portanto, foram aqueles que não caíram, e não os que deram uma grande rentabilidade. Segundo o ranking do site fundoimobiliario.com.br, do especialista em fundos imobiliários Sérgio Belleza, dentre os 62 fundos mais líquidos, os dez melhores deram retornos entre 0,76% e 15,86%. No primeiro semestre de 2012, os 10 melhores fundos imobiliários renderam entre 30,00% e 51,30%, e o IFIX teve alta de 22,31%. No segundo semestre de 2012, o IFIX acumulou alta de 7,66%. De acordo com o agente autônomo Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários, o que mudou foi a deterioração do cenário econômico, que agora afetou negativamente o mercado imobiliário. “Quando os fundos se valorizavam, a taxa básica de juros estava em queda, a vacância dos imóveis era baixa e os aluguéis estavam em alta. Agora, a taxa de juros está subindo, a economia sofreu retração e a vacância está bem maior. Os aluguéis se mantêm ou caem”, explica Vieira de Moraes. Além de a alta da Selic estar novamente tornando a renda fixa atrativa em relação aos fundos imobiliários e a economia não estar mais aquecida, a onda de protestos que varre o país e as inúmeras discussões políticas que decorreram deles criaram um cenário de insegurança para o investidor, diz Moraes. “Ficou mais difícil fazer previsões. O pessimismo econômico finalmente pegou os fundos imobiliários”, explica. Ainda assim, os fundos que investem em imóveis e papéis atrelados a negócios imobiliários continuam com baixa correlação com a Bolsa, mantendo seu caráter de diversificação. Enquanto o IFIX caiu 8,65% no primeiro semestre, o Ibovespa despencou 22,14%. Para Arthur Vieira de Moraes, o dinheiro não está circulando no Brasil de forma geral, e mesmo fundos que não tiveram problemas se desvalorizaram, uma vez que muitos investidores resolveram realizar seus ganhos preventivamente, antes que o pior acontecesse. Um relatório recente da gestora Rio Bravo – que administra fundos imobiliários – sugere um certo exagero na recente desvalorização dos fundos: “É possível que a emoção tenha superado a razão na tomada de decisão do investidor, o que apontaria para um exagero na queda da cotação dos fundos imobiliários. Como consequência, os mesmos fundos oferecem hoje rendimentos superiores ao de ativos comparáveis”. Veja nas páginas a seguir a lista dos melhores fundos do semestre e o porquê de seu desempenho positivo. Os melhores fundos do semestre O site fundoimobiliario.com.br elabora um ranking de retorno com os 62 fundos de maior liquidez, exceto aqueles que podem investir exclusivamente em papéis de renda fixa imobiliária, como Certificados de Recebíveis Imobiliários. Eles estão ordenados da maior pela menor Taxa Interna de Retorno (TIR), que considera não só a valorização ou desvalorização das cotas como também a remuneração dos fundos na forma de aluguéis, representando o retorno total do investimento. Em média, os fundos acompanhados pelo site tiveram queda de 7,43% na TIR. Ao contrário do que ocorreu nos últimos balanços semestrais e anuais, os campeões do primeiro semestre de 2013 não estão no topo da lista dos mais líquidos, com exceção do Aesapar. O campeão, por sinal, é um dos menos líquidos. Algumas características compartilhadas por esses fundos podem explicar seu retorno positivo: o fato de terem sido negligenciados pelo mercado, de muitos terem contratos de locação de longo prazo (o que impede o aluguel de cair) e o de alguns pagarem uma renda mínima garantida. Trata-se de uma remuneração garantida que cessa após certo prazo para atrair os investidores para um negócio que ainda é uma aposta, como um imóvel em construção. A renda mínima garantida não é um risco em si, mas o investidor deve estar consciente de que, se o negócio não vingar, haverá uma brusca queda de rentabilidade quando essa renda cessar. “O impacto da alta da Selic nesses fundos foi menor, pois eles garantem um ganho de 8% a 10% ao ano em relação ao preço de lançamento da cota no mercado, o que ainda gerou ganhos acima da taxa básica de juros”, explica Arthur Vieira de Moraes. “A renda mínima parece ter segurado as cotações desses fundos. Mas o investidor deve lembrar que um dia ela acaba e que, em casos extremos, a instituição responsável por efetuar os pagamentos pode não conseguir arcar com eles”, completa Moraes. Segundo ele, alguns desses fundos não tiveram um desempenho fora do normal para justificar as altas em um cenário em que boa parte dos fundos sofreu desvalorização. No ranking do site fundoimobiliario.com.br, apenas 13 fundos dos 62 tiveram desempenho positivo no semestre. A seguir, veja uma explicação para a alta de cada fundo, elaborada com o auxílio de Arthur Vieira de Moraes: 1. Rep 1 CCS FII (RCCS11): +15,86% Detentor de 40% de um Centro de Conveniência e Serviços (CCS) no bairro da Lapa, em São Paulo, esse fundo da CSHG tem uma parceria com a empresa Rep Centros Comerciais, empresa responsável pelo desenvolvimento do modelo de negócios CCS, baseado no formato dos strip malls ou “one-stop-shop” americanos. Entre os locatários do empreendimento estão empresas como Subway, Empada Brasil, McDonald’s, Hering e Kopenhagen. No primeiro semestre deste ano, o rendimento pulou de 5,50 reais em janeiro para 11,50 reais em abril, em função do início do pagamento de renda mínima garantida até julho. Houve também redução da vacância de 12% para 9% e, a partir de maio, o fundo passou a ter a propriedade direta do empreendimento, aproveitando as vantagens tributárias. Na última reunião de cotistas foi aprovada a alienação do único imóvel da carteira para a liquidação do fundo por, no mínimo, 9.102.000 reais. As cotas, que vinham sendo negociadas abaixo de seu valor patrimonial, sofreram valorização, mas depois tornaram a cair. O efeito do anúncio, portanto, foi limitado. 2. Aesapar FII (AEFI11): +8,64% O fundo do Citi investe em dois campi estudantis em construção, um na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e outro em Cuiabá. Cada um abrigará mais de 5 mil alunos da Anhanguera Educacional. No semestre, os rendimentos do fundo subiram de 86 centavos para 90 centavos, e houve reavaliação para cima dos ativos da carteira, resultando na elevação do patrimônio líquido e do valor da cota patrimonial. 3. Banrisul FII (BNFS11): +8,10% O fundo investe em agências do Banco Banrisul, locatário por meio dos chamados contratos de locação atípica, válidos por dez anos, sem revisional de aluguel durante a vigência, apenas correção por um índice de inflação. De acordo com Arthur Vieira de Moraes, o desempenho do fundo em si não apresentou nenhuma alteração no semestre. Ele chama atenção para o fato de que no dia 28 de junho houve algumas movimentações atípicas, realizadas pela corretora Banrisul, que elevaram a cotação de 102,50 reais para 110,50 reais. No pregão seguinte, já em julho, as cotas abriram a 100 reais e fecharam a 99,05 reais. “Por causa do último dia de junho, o fechamento do semestre foi elevado. Não vi nada mais que justifique a alta. Se não fosse por esse dia, esse fundo talvez nem estivesse na lista”, diz Moraes. 4. Multigestão Renda Comercial FII (DRIT11B): +7,73% Esse fundo da Rio Bravo investe em escritórios e lajes corporativas menores e mais baratas que os imóveis de “alto padrão” ou “triple A”. É o caso de unidades no Edifício Berrini 1511, no Edifício Pedra Grande e do Edifício das Nações Unidas 20.000, todos em São Paulo. Não houve mudança no valor dos rendimentos pagos no semestre, mas o fundo fez alterações na carteira, vendendo um escritório no Rio e comprando uma loja e uma sobreloja em um edifício na Faria Lima, em São Paulo. “Essa troca de ativos deve ter agradado aos investidores”, acredita Arthur Vieira de Moraes. 5. Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11): +4,26% O fundo do Kinea é um “fundo de papel”, pois investe em ativos de renda fixa imobiliária, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH), podendo, contudo, também investir em imóveis. Para Arthur Vieira de Moraes, a valorização se deveu ao fato de o fundo ter sido constituído recentemente (novembro de 2012) e ter composto sua carteira ao longo do semestre deste ano. Isso fez com que o potencial de rentabilidade crescesse. Em janeiro, 45% do patrimônio estava alocado em CRIs, e o restante estava em LCIs e títulos públicos. Em junho, o percentual de CRIs já chegava a 81% da carteira. 6. Cyrela Thera Corporate (THRA11B): +4,24% Esse fundo do BTG Pactual será dono de cinco andares do Edifício Thera Corporate, Green Building de alto padrão atualmente em construção pela Cyrela. Localiza-se na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, 105, em São Paulo, e tem previsão de entrega para agosto de 2014. São lajes de grande porte, com heliponto e quatro subsolos. Como o imóvel ainda está em construção e sem aluguéis, o fundo tem uma renda mínima garantida de 75 centavos por mês, o que equivale a 9% ao ano em relação ao preço de lançamento da cota. Essa renda garantida será mantida por até 12 meses após a expedição do Habite-se, quando então os futuros locatários poderão se instalar no local. Uma renda mínima como essa, que supera a Selic, ainda é interessante para os investidores. 7. Mercantil do Brasil FII (MBRF11): +4,16% Outro fundo da Rio Bravo na lista, o Mercantil é dono de três imóveis locados para o Banco Mercantil do Brasil: sua sede e o conjunto de imóveis que abrigam seu complexo de tecnologia, ambos em Belo Horizonte, e uma agência no Centro do Rio de Janeiro. No primeiro semestre as cotas tiveram uma ínfima valorização de 0,52%, mas a remuneração se manteve em 9,20 reais por cota. Não houve eventos marcantes, mas os investidores não fugiram deste fundo. 8. RB Capital Renda II (RBRD11): +1,72% Administrado pela Votorantim, o RB Capital Renda II investe em empreendimentos imobiliários comerciais construídos e locados na modalidade “built-to-suit” (especificamente para um determinado locatário). Os contratos de locação são atípicos – de dez anos e sem revisional, apenas correção pela inflação. São quatro imóveis em carteira, sendo duas megalojas, um centro de distribuição e um edifício corporativo. De acordo com Arthur Vieira de Moraes, os reajustes dos aluguéis no primeiro semestre fizeram os rendimentos aumentarem de 36 centavos por cota para 40 centavos por cota. 9. Campus Faria Lima FII (FCFL11B): +1,59% O fundo do BTG Pactual detém 100% de um imóvel localizado na Vila Olímpia, em São Paulo, e que recentemente passou por uma expansão para praticamente dobrar sua área útil, de 10 mil metros quadrados para quase 20 mil metros quadrados, locados para o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). No primeiro semestre foi expedido o “Habite-se” para a expansão, e a locação da nova área começou em junho. Apesar disso, a renda mínima garantida de 8,30 reais por cota (9,96% ao ano em relação ao preço inicial de 1.000 reais da cota) ainda vai vigorar até maio do ano que vem. 10. SD Logística Rio (SDIL11): +0,76% O fundo do Citi foi constituído para comprar a empresa Betel SPE e explorar o galpão logístico Multi Modal Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, no Rio. O empreendimento está locado para as empresas BR Foods, CBA, Royal Canin e Telelok. Esse fundo assistiu a uma redução da vacância no primeiro semestre, e agora em julho foi completamente locado. Além disso, tem renda mínima garantida de 75 centavos por cota.

2013-07-10

Venda exclusiva de imóveis apresenta vantagens para o cliente e a imobiliária

Profissionais do mercado garantem que essa forma de negociação tem bons diferenciais. Entre eles, agilidade na comercialização. O crescimento e a profissionalização do mercado imobiliário geram um maior conhecimento sobre as leis e normas que regem o segmento e, consequentemente, a busca por negócios cada vez mais eficientes. Uma dessas regras é o contrato de venda de imóveis com exclusividade, que pode proporcionar vantagens tanto para o consumidor quanto para a imobiliária. Um dos benefícios é a rapidez de venda do imóvel, como apontou levantamento divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) no ano passado. De acordo com o trabalho, cerca de 89% dos imóveis vendidos rapidamente foram negociados apenas por um corretor de imóveis ou uma imobiliária. Segundo o broker da unidade imobiliária RE/MAX Seven, Fabrício Machado, a venda exclusiva de imóveis não é só prioridade em sua imobiliária, mas a única forma de trabalho, já que está comprovado que mais de 80% dos imóveis exclusivos são vendidos rapidamente. Esse processo gera mais facilidades para divulgar e trabalhar o imóvel na busca por melhores resultados, diz. Outra importante vantagem é a segurança do contrato exclusivo. Segundo Fabrício, trabalhar com muitas imobiliárias ao mesmo tempo pode acarretar uma série de inconvenientes, como visitas sem autorização, especulação, visibilidade negativa para o imóvel, informações falsas, furtos e fraudes em contratos, já que o proprietário do imóvel passa a documentação para várias imobiliárias e não tem controle de nada. A exclusividade garante maior eficácia na execução da atividade profissional, com planejamento específico, divulgação intensa e direcionada, explica. Quem passou pela experiência de negociar seu imóvel com exclusividade e aprovou a ideia foi a advogada Aline Couto. Inicialmente, a experiência me pareceu inovadora. Algumas pessoas me orientaram a não fazer o contrato de exclusividade, pois a venda poderia ser mais rápida se o imóvel fosse negociado em mais de uma imobiliária. Mesmo assim, acreditei na proposta, diz. Seguindo a orientação de um amigo, que recomendou o serviço, ela apostou na ideia e não se arrepende. Ele havia tido êxito e satisfação na venda de um imóvel, em condições similares. E achei interessante diferenciais como estar isenta de lidar com imobiliária e corretores com modos distintos de trabalho. Com a exclusividade, tive atenção do corretor, que me informava com transparência as negociações realizadas com potenciais compradores quase diariamente, aponta Aline. A advogada conta que ao fim de um mês a imobiliária passou um relatório completo e detalhado, apresentando todos os aspectos que envolviam as tentativas de venda do imóvel. Os dados eram precisos, com informações a respeito da divulgação e os comentários dos interessados no apartamento. Fiquei muito satisfeita quando consegui firmar o contrato de compra e venda em 40 dias. Para mim, um prazo muito bom e curto. Negócio transparente Captação exclusiva evita desgastes e gera maior segurança para proprietários e interessados no imóvel. Profissional deve ser referendado pelo Creci Maior segurança física do imóvel e para as pessoas envolvidas, rapidez no negócio, dedicação e investimento do profissional devido à segurança adquirida para expor o imóvel. Essas são algumas das vantagens destacadas pelo diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Jamerson Leal. A captação exclusiva é vantajosa também para quem vai comprar, segundo ele. “Há maior transparência nas informações, otimização nas visitas ao imóvel, evitando que o cliente se desloque para visitar um imóvel já visto, gerando segurança e tranquilidade necessárias durante uma negociação”, afirma Leal. De acordo com o broker da unidade imobiliária RE/MAX Seven, Fabrício Machado, as pessoas tendem a pensar que colocar o imóvel para ser vendido em várias imobiliárias possibilitará um retorno mais rápido na negociação. “Entretanto, não é o que ocorre, uma vez que raramente uma empresa se empenhará em um negócio que não tem garantia, com um contrato de exclusividade, do retorno financeiro investido”, afirma Machado. Para que haja, de fato, a captação exclusiva, é necessário que o corretor evidencie e esclareça ao proprietário do imóvel as vantagens que ele terá com a negociação, como destaca Jamerson Leal. “Essa exclusividade é assegurada por meio de um contrato bem elaborado entre as partes.” Com a exclusividade, o corretor ou a empresa imobiliária vai dar mais foco à venda daquele imóvel, reitera o diretor da CMI. “Com certeza, a venda com exclusividade já faz parte de um cenário em que cada dia mais se busca a qualificação e os cuidados que um negócio imobiliário requer.” Leal acrescenta que o fato de o proprietário do imóvel ter nomeado um corretor ou imobiliária com exclusividade não significa que somente aquele irá vender seu imóvel. “Atualmente, corretores e imobiliárias trabalham em parceria para compra e venda de imóveis, normalmente, por meio de redes imobiliárias. Ou seja, o imóvel é vendido por vários profissionais. Mas apenas um é responsável por ele, o que detém a exclusividade. É ele quem zela pelo imóvel e procura otimizar os negócios com os demais profissionais, fazendo com que os resultados se multipliquem.” A corretora da RE/MAX Mix Betânia Garcia reconhece que a maioria das captações é para contratos abertos, ou seja, quando o proprietário pode promover a venda do imóvel com mais de uma imobiliária ou corretor. “Mas, após o primeiro contato, o corretor busca transformar a captação aberta em exclusiva. O profissional apresenta ao proprietário as vantagens dessa modalidade de venda, como a utilização de um plano de marketing e investimentos em publicidade.” Quando é o caso de clientes fixos da imobiliária ou corretor, a busca pelo contrato de exclusividade é natural, como diz Betânia. “Já quando o cliente não se interessa, o corretor propõe um período de experiência de 90 dias para que o proprietário do imóvel possa perceber e usufruir das vantagens. Na RE/MAX, o período é utilizado para a apresentação do plano de marketing, ferramenta que mostra ao potencial comprador os benefícios e peculiaridades do imóvel à venda.” Betânia Garcia conta que na RE/MAX o plano de marketing apresenta todas as informações referentes ao imóvel. “Como vizinhança, média de preços que possibilitam ao comprador uma noção do custo de vida local, histórico da casa, comércios e instituições próximas, segurança da vizinhança, entre outras informações. Assim, esse comprador tem certeza do negócio e a chance de erro é mínima. Em venda aberta, essas informações não são de fácil acesso para o comprador.” REGULAMENTAÇÃO Com relação aos aspectos legais desse tipo de negociação, o diretor-executivo da Rede Imvista, Patrick Costa, diz que não existe no Código Civil uma descrição sobre captação exclusiva. “Há apenas uma regulamentação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), que obriga o profissional do mercado a trabalhar com uma autorização de venda sobre o imóvel. No caso da captação exclusiva, apenas uma imobiliária detém a autorização para fazer o negócio.” Para quem vai optar por essa modalidade de negociação, Patrick recomenda fazer uma pesquisa prévia para saber se a imobiliária é confiável, e também manter contato regular com ela. “Dessa maneira, ele conversará e negociará diretamente com uma empresa, o que torna o trabalho mais fácil e seguro. Caso contrário, ele gasta muito tempo mantendo contato com diferentes entidades.” Jamerson Leal diz que é necessário eleger um corretor ou empresa credenciada e devidamente registrada no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), “com boa performance no mercado imobiliário e que esteja realmente comprometido em prestar um serviço com qualidade e principalmente com a ‘saúde’ que o negócio requer”. Para Betânia Garcia, é importante que o consumidor verifique a certificação do corretor ou imobiliária em que vai fazer o negócio. “Saber se o corretor é habilitado e, quando estagiário, se é supervisionado por um corretor habilitado. Buscar essas informações antes de qualquer negociação pode protegê-lo de eventuais dores de cabeça”, conta. Particularidades da venda com exclusividade » O cliente tem um único interlocutor, ou seja, uma pessoa responsável pela venda. » Se o captador que trabalha com exclusividade não tiver o cliente para fazer a venda, ele terá tranquilidade em procurar parcerias para a efetivação do negócio. » Não existindo a exclusividade, o proprietário pode negociar com qualquer pessoa e ninguém assumirá a responsabilidade sobre o imóvel em relação a eventuais imprevistos. » O captador com exclusividade representa e defende os interesses do proprietário na venda do imóvel. Assim, o proprietário recebe a melhor prestação de serviço.(LugarCerto/EstadodeMinas)

2013-07-04

Vale a pena comprar um imóvel para alugar?

Depois do boom do mercado imobiliário brasileiro, as perspectivas são de estabilização dos preços. Descubra se esse investimento ainda compensa. O brasileiro, quando ousa se arriscar no território dos investimentos, é um conservador. Disso não restam dúvidas. Além da poupança, que lidera disparadamente nossa preferência de aplicações financeiras, uma outra estratégia popular é a compra de imóveis para alugar. Em 2012, o número de imóveis alugados no Estado de São Paulo aumentou 9,22%, de acordo com o CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Mas será que esse tipo de investimento ainda vale a pena? O consenso de especialistas é de que as perspectivas atuais para o mercado imobiliário são de estabilização de preços, após a forte valorização dos últimos anos. Não existe lucro perpétuo, ou seja, um investimento que sempre cresça e dê lucro, alerta o planejador financeiro pessoal e familiar, Guilherme Azevedo. O Yahoo! procurou alguns profissionais da área de Finanças para comentar os pontos fortes e fracos da estratégia de investir em imóveis para embolsar a renda dos aluguéis. Confira as opiniões deles e esclareça suas dúvidas sobre esse tipo de investimento: Quais as principais vantagens? - Acumular patrimônio; - Ter o aluguel como um complemento de renda; - Repassar alguns custos de manutenção do imóvel (condomínio, água, luz, IPTU) ao inquilino. Quais as principais desvantagens? - O rendimento com os aluguéis tem sido inferior ao de outros investimentos em renda fixa, como bem alerta o sócio da ZR Consultoria Econômica e Financeira, José Rubens Alvarez; - Baixa liquidez (não é do dia para a noite que você consegue vender um imóvel no caso de uma emergência); - Depois da forte onda recente de valorização dos imóveis, as pespectivas são de estabilização dos preços e, consequentemente, do preço dos aluguéis. DICA DO ESPECIALISTA: o planejador financeiro do site GuiaBolso.com.br Luiz Krempel recomenda estruturar uma reserva de emergência antes de se começar a investir em um imóvel para alugar. Especialistas recomendam que essa reserva seja de três a seis salários aplicados na poupança, uma opção de investimento segura e de alta liquidez (você pode tirar o dinheiro na hora que quiser). Quais os principais custos? - Corretagem à imobiliária na hora da compra do imóvel (até 6% do valor); - Escritura e registro em cartório; - IPTU e condomínio nos períodos de vacância entre um inquilino e outro; - Imposto de Renda de até 27,5% sobre o valor recebido do aluguel. Quais os principais riscos? O educador financeiro Mauro Calil, da Academia do Dinheiro, destaca três riscos principais: 1. Desvalorização da área/bairro; 2. Períodos de vacância entre um inquilino e outro; e 3. Inadimplência dos inquilinos tanto do aluguel, quanto das contas do imóvel. DICA nº 1 DO ESPECIALISTA: Guilherme Azevedo acrescenta também o risco de oportunidade, muitas vezes despercebido pelos investidores iniciantes. Toda vez que você escolhe um tipo de investimento, automaticamente está anulando as outras possibilidades, já que o dinheiro é um só. E essas outras possibilidades muitas vezes podem ser mais atrativas e rentáveis. DICA nº 2 DO ESPECIALISTA: para ajudar a minimizar esses riscos, o planejador financeiro da WG Finanças Pessoais Lucas Radd recomenda a regra básica para qualquer carteira de investimentos: a diversificação. Ele pondera que a exposição a um único mercado sempre é muito arriscada, assim é prudente dividir os investimentos em vários tipos (poupança, imóveis, fundos, renda fixa, ações). Quando um vai mal, o outro compensa ou, pelo menos, ameniza os prejuízos. Afinal, vale ou não a pena comprar um imóvel para alugar? O educador financeiro Mauro Calil acredita que essa opção de investimento é recomendada para quem é altamente capitalizado e não precisa de liquidez, ou seja: pode esperar para ver o investimento maturar. Conforme já vimos, as expectativas são de que os preços dos imóveis comecem a se estabilizar e eventuais ganhos daqui para frente devem ser esperados somente para o médio e longo prazo. DICA nº 3 DO ESPECIALISTA: O planejador financeiro Lucas Radd avalia que o investidor não deve depender do aluguel para pagar a parcela do financiamento do imóvel e muito menos para se sustentar. Para o especialista, esse tipo de investimento deve ser encarado sempre como um complemento de renda. Você me convenceu. Qual o melhor tipo de imóvel para comprar para alugar? A maior parte dos especialistas consultados, recomenda as seguintes características: - Imóvel novo ou em bom estado; - Um ou, no máximo, dois quartos; - Proximidade de pontos de comércio e transporte coletivo; - Com garagem. DICA nº 4 DO ESPECIALISTA: Quando o objetivo é alugar, o planejador financeiro Guilherme Azevedo avalia que vale mais a pena comprar mais de um imóvel popular do que investir um valor elevado em uma casa ou apartamento de alto padrão. Pequenas salas comerciais também podem ser uma ótima pedida! Desisti. Tem outro jeito de investir no mercado imobiliário? Tem, claro, explica o diretor da Alvo Money Assessoria Financeira, Leandro S. Nolla. Para ele, uma opção bastante versátil são os fundos de investimento imobiliário, preferencialmente com aplicações em grandes empreendimentos.

2013-06-26

Comprador de Imovel: gastos adicionais exigem o bolso preparado

Ao comprar um imóvel, as pessoas precisam desembolsar uma boa quantia com impostos e taxas de cartório fundamentais para a segurança da transação. Como boa parte dos interessados em comprar um imóvel, o professor Cleidson Silva, que mora no Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, não tinha conhecimento de todas as taxas e impostos que deveria pagar. “Fiquei sabendo quando comecei a olhar apartamentos e tive uma conversa com a dona da imobiliária em que fechei o negócio. Achei muito altos os valores e, quando comprei, não tinha noção que teria que pagar tanto imposto. Tive de fazer um empréstimo. Tinha me preparado para dar a entrada e fazer uma pequena reforma no apartamento.” Para evitar surpresas, na hora de comprar a casa própria é bom estar preparado para gastos além do valor do imóvel. São custos com cartório e impostos que, embora inevitáveis, podem compor o financiamento pela Caixa Econômica Federal, não necessitando, portanto, serem quitados à vista. As despesas legalmente exigidas são fundamentais para a segurança do negócio e evitam problemas futuros. O advogado Renato Horta conta que, em regra, precisam passar pelo cartório a escritura pública emitida em cartório de notas e registrada no cartório de registro de imóveis. “Esse último dá maior segurança jurídica para quem pretende adquirir o imóvel, pois somente é proprietário aquele que registra. Além disso, o registro serve para que o comprador, antes de adquirir o bem, confira o imóvel vendido com o registrado e se o vendedor é realmente seu legítimo dono, evitando, assim, surpresas e até mesmo golpes”, diz. A verificação prévia das condições do imóvel no cartório de registro de imóveis pode ser feita por meio de sua matrícula, que vai descrever as dimensões do bem e eventuais ônus e direitos que recaem sobre ele, “sendo, por isso, indispensável a qualquer negócio. Em Belo Horizonte, o custo pode chegar a R$ 86”, conta Renato Horta. RESPONSABILIDADES Para deixar claro com quais taxas e impostos o interessado em comprar um imóvel tem de arcar, o diretor da AdimóveisBH, Marco Aurélio Boson, cita o Código Civil Brasileiro. “Nos termos do artigo 490, todas as despesas de escritura e registro são de responsabilidade do comprador, e as de tradição (entrega do imóvel), do vendedor. Esse mesmo artigo afirma que se houver em contrato cláusula dispondo em contrário, ou seja, que as despesas de escritura e registro sejam do vendedor, tal cláusula prevalecerá. Contudo, na prática não há este tipo de estipulação”, explica. Assim sendo, Boson informa que ficam a cargo do comprador as despesas com reconhecimento de firma das assinaturas do contrato, todas as certidões exigidas pelos cartórios para lavratura da escritura, inclusive certidão de registro e negativa de ônus. “Além de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), emolumentos cartorários para lavratura e registro da escritura e honorários de despachante, se contratado.” O diretor da AdimóveisBH conta que se o comprador utilizar FGTS e/ou financiamento imobiliário, devem-se acrescentar as despesas com avaliação, taxas bancárias para transferência de valores ao vendedor e demais documentos exigidos pelo agente financeiro. “Há, ainda, seguro de morte e invalidez permanente e danos físicos do imóvel, juros e correção monetária do financiamento e, se imóvel adquirido na planta ou em construção, a comissão de venda de corretagem, se exigido pelo construtor”, enumera Boson. Garantia de posse O não pagamento de qualquer taxa ou imposto inviabiliza o registro do imóvel. Entre lavratura e registro da escritura, cartórios cobram cerca de 2% do valor avaliado Os valores das taxas e impostos para garantir a aquisição do imóvel não são baratos, mas são essenciais para que o imóvel possa, de fato, ser chamado de seu. O diretor da AdmóveisBH, Marco Aurélio Boson, informa que o ITBI tem percentual fixado pela PBH em 2,5% do valor de avaliação do imóvel feita pela prefeitura. “Há casos de isenção desse tributo, mas para imóveis considerados de baixo valor e objetos de programas sociais.” Para lavratura e registro da escritura, Boson diz que os cartórios cobram algo em torno de 2% do valor de avaliação do imóvel e, em caso de financiamento (FGTS), cerca de R$ 600 para avaliação. “As certidões necessárias, incluindo honorários de despachante especializado, algo em torno de R$ 500. Assim, seria prudente o comprador separar cerca de 5% do valor de avaliação do imóvel para custear as despesas que terá com a transação. No caso de imóvel na planta ou em construção, há que se acrescentar a comissão do corretor, se assim for estipulado.” O advogado Renato Horta diz que o ITBI vai variar conforme o município. “Em Belo Horizonte, é 2,5% do valor de mercado do imóvel. Quanto à escritura pública, o que será pago é calculado pelo município, conforme valor de mercado do imóvel. Em Minas, as taxas variam entre R$ 95,29 e R$ 4.635,65. O registro no cartório seguirá a mesma lógica e variação de preço.” Por isso, ao pensar em comprar um imóvel, é essencial se planejar. Mas há ainda, em tese, a alternativa de parcelamento de taxa, como informa Renato. “As despesas de cartório, obrigatórias ou facultativas, devem ser pagas à vista. Quanto ao ITBI, poderá ser pago de forma parcelada. Porém, a certidão de quitação, exigida pelo cartório de registro de imóveis no momento do registro, somente será expedida após o pagamento da última parcela. Ou seja: de forma prática e objetiva, o pagamento do imposto deve ser à vista.” Boson conta que o ITBI pode ser parcelado com correção do IGP-M, mais juros de 1% ao mês. “Contudo, o cartório só lavrará a escritura quando da quitação do parcelamento, o que, na prática, pode inviabilizar o negócio, pois, como se sabe, quem não registra não é dono. No caso de financiamento (FGTS), igualmente o cartório só registrará o documento quando da quitação do parcelamento e, consequentemente, só será liberado o valor ao vendedor pelo agente financeiro quando do registro, o que também poderá inviabilizar o negócio.” As demais despesas, com exceção dos honorários do despachante (se contratado), não podem ser parceladas, segundo Boson. “É preciso esclarecer que o agente financeiro poderá embutir o ITBI e outras despesas no financiamento obtido, dependendo do banco e do cliente.” IMPLICAÇÕES O diretor do AdimóveisBH alerta sobre as implicações para quem deixar de pagar alguma dessas taxas. “O parcelamento é cancelado, tendo que se pleitear outro ITBI, com juros e correção, afetando toda a transação feita. O comprador ainda pode incorrer em multa por descumprimento contratual e até desfazimento do negócio”, esclarece. Renato Horta confirma que o não pagamento de qualquer taxa (cartorária) ou imposto (ITBI) inviabiliza o registro do imóvel, única garantia legal de propriedade. “Isso porque, em regra, o cartório de registro de imóveis somente registra documentos com fé pública que declaram a propriedade de imóvel, como escrituras públicas confeccionadas em cartórios de notas ou contratos de financiamento da Caixa Econômica, em ambos os casos, mediante apresentação de quitação do ITBI.” Além desse cuidado, para que o processo de regularização dos documentos transcorra da forma mais rápida, o ideal é contratar os serviços de despachantes, que, segundo o advogado, são profissionais habituados com as exigências burocráticas. Boson afirma que é sempre bom e recomendável tratar da compra e venda com um corretor/imobiliária de confiança, “que, além da experiência na questão comercial, pode e deve analisar toda a documentação necessária, prestando uma ampla consultoria e assessoria nesse tipo de negócio. A figura do despachante imobiliário também é importante, tendo em vista saber ele percorrer, de maneira mais rápida e segura, todo o caminho necessário”, confirma. Confira os gastos que o interessado em comprar um imóvel tem de pagar Obrigatórios: - Taxa para confecção de escritura pública quando o imóvel não é financiado pela Caixa Econômica Federal - Taxas com o registro no cartório de registro de Imóveis da escritura - Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI) Facultativos (que se referem à segurança contratual): - Contratação de advogado: para análise prévia do contrato, verificação (matrícula) no cartório de registro de imóveis acerca da situação do bem, para verificação quanto ao tamanho do terreno e edificação registrados, nome do verdadeiro proprietário, existência de ônus reais sobre o imóvel (como hipoteca) e existência de restrições aos elementos da propriedade (usufruto, aluguel etc) - Contratação de despachantes para averiguar situações de financiamento, documentação em geral

2013-06-20

Financiamento de imóveis em SP passa a ser feito em 5 dias

Plataforma online agiliza documentação e reduz para cinco dias a liberação do crédito para financiamentos. Site de associação que reúne cartórios paulistas emite certidões de matrícula digitais e registra eletronicamente contratos de compra e venda. São Paulo - A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) acaba de lançar uma plataforma online que permitirá a liberação de crédito para financiamentos de imóveis em um prazo máximo de cinco dias. A ferramenta, disponível no site da Arisp, agiliza dois procedimentos exigidos na liberação de financiamentos. O primeiro é a apresentação da certidão de matrícula do imóvel ao banco. Antes, o comprador precisava retirar esse documento pessoalmente nos cartórios de registro de imóveis, o que acontecia em um prazo máximo de cinco dias. Agora, pelo site, é possível solicitar a certidão de matrícula digital, que é emitida em apenas duas horas. O custo para a emissão dessa certidão, tanto no cartório quanto no site, é de 43,41 reais. O segundo procedimento agilizado é o registro em cartório do contrato de compra e venda do imóvel assinado pelo comprador e pelo vendedor. Segundo a Arisp, anteriormente, cabia ao banco ou ao comprador levar o documento até um cartório pessoalmente para que ele fosse registrado, processo que demorava cerca de 15 dias (com prazo máximo de 30 dias). Agora, o banco poderá solicitar ao cartório o reconhecimento eletrônico do contrato pela nova plataforma, em um prazo máximo de cinco dias. O custo do registro do imóvel é tabelado e varia de acordo com o valor da propriedade (acesse a tabela com os custos de São Paulo). Normalmente, o prazo médio para a liberação do financiamento era de 15 dias, podendo demorar até 30 dias. Agora, com a certidão de matrícula digital emitida em duas horas e o registro do imóvel eletrônico, feito em até cinco dias, todo o processo durará no máximo cinco dias, afirma Flauzilino Araújo, presidente da Arisp. Apesar do procedimento eletrônico já estar disponível, Araújo explica que os bancos podem ainda ter um período de adaptcação até que os registros passem a ser feitos online dentro de cinco dias. Segundo ele, a lei 11.977, de 2009, já previa a automatização dos processos de registro dos imóveis, mas o prazo final para adequação à lei está previsto para 2014. Nós antecipamos no estado de São Paulo o registro eletrônico que deverá funcionar em todo o território nacional até 2014, afirma. A plataforma da Arisp conta com a participação dos 320 cartórios que atuam no estado e é autorizada e fiscalizada pela Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, que introduziu a implantação do Serviço de Registro Eletrônico, por isso conta com a mesma legitimidade do registro feito presencialmente. E segundo a Arisp, a plataforma contará com a mesma segurança que já é característica do sistema de Registro de Imóveis. Pesquisa online ajuda comprador a checar informações sobre o imóvel pretendido Pelo site da Arisp tambem é possível fazer uma pesquisa online das matrículas dos imóveis, apenas informando o número da matrícula do imóvel buscado no sistema. Por meio dessa consulta, que custa 13,02 reais, o usuário pode obter importantes informações que podem ajudá-lo no processo de compra, tais como: o tamanho do imóvel; o número de cômodos; o nome do proprietário; e eventuais ônus, cargas e gravames relacionados à propriedade.

2013-06-13

Valor médio do aluguel em SP tem maior alta em 16 anos.

Alta foi de 0,90% na capital paulista na 1ª semana de junho e ajudou a tirar o grupo Habitação do campo negativo O valor médio do aluguel residencial na capital paulista subiu 0,90% na primeira quadrissemana de junho, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). A variação não somente superou a do encerramento de maio (de 0,71%) como atingiu o maior nível desde a primeira quadrissemana de setembro de 1997, quando o avanço foi de 0,95%. A alta média do aluguel no município no início de junho ficou bem acima da inflação registrada pelo IPC, de 0,13% (ante 0,10% do fim de maio). Também foi importante para fazer com que o grupo Habitação saísse de uma variação negativa de 0,01% no fechamento do mês passado para uma elevação de 0,10% na pesquisa inicial de junho. Entre as modalidades de aluguel residencial pesquisadas pela Fipe, o destaque de alta ficou para o valor cobrado para apartamentos de um dormitório. Entre o fim de maio e o começo do mês atual, o avanço no preço médio do aluguel para este tipo de moradia passou de 1,61% para 1,78%. Outro destaque foi o aluguel para casa de dois dormitórios, cuja alta passou de 0,82% para 1,03%. Para casa de um dormitório, a elevação no valor cobrado passou de 0,57% para 0,75%. Quanto à casa de três dormitórios, a variação permaneceu no nível de 0,50% e, para o aluguel de apartamento de dois dormitórios, a alta passou de 0,54% para 0,92% entre o fim de maio e o começo de junho. Dentro do grupo Habitação do IPC, a Fipe também chamou a atenção para o valor médio dos condomínios, cuja alta passou de 1,29% para 1,48%, e para o item tarifa de água e esgoto, com a variação passando de 1,10% para 1,61%. Outro detalhe que ajudou a puxar o grupo do terreno de quedas para o de elevações foi a baixa menos intensa do item tarifa de energia elétrica, de -2,09% para -1,78%.(Estadao) Postado por Joel Francischetti às 11:09:00 , 0 comentários Marcadores: aluguel, fipe, mercado imobiliario, SAO PAULO, valor do aluguel

2013-06-11

Os custos que vão além do valor do imóvel na hora da compra

Gastos com impostos e taxas cartoriais costumam chegar a 4% do valor do imóvel; veja como calculá-los. Taxas cartoriais e impostos na compra de um imóvel de 700 mil reais em São Paulo somam 19.397 reais, ou 2,77% do valor do imóvel São Paulo – Os impostos e taxas cartoriais cobradas na compra de um imóvel costumam custar até 4% do valor da propriedade. Na cidade de São Paulo, por exemplo, na compra de um imóvel de 700 mil reais, os custos indiretos somam 19 mil reais, ou 2,77% do valor do imóvel. Por isso, é essencial que o comprador inclua esses custos no orçamento para evitar surpresas na hora de fechar o negócio. Os principais gastos envolvidos são com o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado pela prefeitura, a escritura pública, cobrada pelo cartório e o registro do imóvel, cobrado pelo tabelionato de notas. O ITBI varia de acordo com a cidade e a escritura e o registro do imóvel variam de acordo com o estado, por isso os custos podem mudar conforme a região. Mas, normalmente eles ficam em torno de 4% do valor do imóvel e não passam muito disso, afirma Gilberto Yogui, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP). Veja na tabela abaixo os principais custos envolvidos na compra de imóveis. Taxa/Imposto Valor/Alíquota Quem cobra Quando Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) Até 3% do valor do imóvel, variando de acordo com a cidade. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a alíquota é de 2%. Para imóveis de menos de 500 mil reais, financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), pode haver descontos. Prefeitura Prazos estipulados na data do contrato de compra e venda. Imposto pode ser pago à vista e, em algumas cidades, em parcelas. Em São Paulo o prazo é de dez dias. Escritura pública Valor é tabelado e varia de estado para estado e de acordo com o valor do imóvel. As tabelas podem ser encontradas nos sites dos Colégios Notoriais dos respectivos estados (veja a tabela de São Paulo). Tabelionato de notas. É cobrada apenas na compra à vista. No financiamento, o contrato com o banco tem força de escritura pública. Prazos variam de estado para estado. Registro do imóvel Valor é tabelado e varia de estado para estado e de acordo com o valor do imóvel. As tabelas estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB). Cartório Após o pagamento do ITBI e da escritura. Vale ressaltar que alguns custos não são de responsabilidade do comprador, mas o vendedor pode embuti-los no valor do imóvel. A corretagem é um deles. O percentual cobrado pelas imobiliárias normalmente é acrescido ao preço do imóvel e, consequentemente, é pago pelo comprador. A alíquota cobrada na corretagem varia de acordo com a região e pode ser consultada no CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) de cada estado. Em São Paulo, por exemplo, ela varia de 6% a 8% do valor do imóvel. Veja a seguir quais seriam os custos envolvidos na compra de um imóvel de 700 mil reais na cidade de São Paulo. Taxa/Imposto Valor Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) R$ 14.000 Escritura pública R$ 3.230 Registro do imóvel R$ 2.167,31 Total R$ 19.397,31 (2,77% do valor do imóvel) Em reportagem publicada anteriormente, EXAME.com mostrou com detalhes todos os custos envolvidos na compra de um imóvel, na venda e também na compra de imóveis novos (prontos para morar ou na planta), que podem ter taxas que não são cobradas na aquisição de usados. Embora não sejam obrigatórias, essas taxas podem ser incluídas por meio de cláusulas contratuais.

2013-06-05

FGTS pode ser usado para pagar parcelas atrasadas de imóvel

Decisões judiciais já permitem o uso do FGTS para quitar mais de 3 parcelas em atraso do financiamento habitacional, desde que o devedor se enquadre nas regras São Paulo – Pelas regras do Fundo de Garantida do Tempo de Serviço (FGTS), o levantamento de recursos do fundo para quitar parcelas de financiamento habitacional em atraso só pode ser feito quando houver até três prestações atrasadas. Mas algumas decisões judiciais já vêm permitindo que os mutuários com dificuldade de pagar consigam usar o FGTS para quitar mais do que três parcelas em atraso. Foi o que ocorreu com um cliente recente do advogado Marcelo Tapai, especializado em direito imobiliário. Ele teve problemas financeiros e ficou com nove parcelas atrasadas. Ao procurar o banco e solicitar o levantamento de recursos do FGTS para quitá-las, a instituição financeira se recusou a fazê-lo. Em seguida, notificou o devedor e levou o imóvel a leilão. “Ao contrário do que muita gente pensa, a notificação do devedor ocorre extrajudicialmente. Nada passa por processo judicial. Se o devedor não pagar o débito em até 15 dias a partir da notificação, o imóvel vai a leilão. Muitas vezes ele nem fica sabendo”, alerta Marcelo Tapai, que acrescenta que quem é notificado por esse motivo deve entrar em contato com o banco imediatamente para resolver a questão. O cliente então entrou com uma ação pedindo a suspensão do leilão e oferecendo o FGTS. O banco perdeu recurso e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu em favor do devedor. “Essa regra de atraso máximo de três parcelas é de Resolução do Conselho Curador do FGTS, mas não está na Lei. Só que não é do Conselho a função de legislar. O devedor pode quitar as parcelas que quiser com o FGTS, até pela função social do fundo, que é a de proporcionar a condição para a compra da casa própria”, observa Tapai. Ele alega ainda que, caso tivesse pedido o levantamento do FGTS antes de ter mais de três parcelas em atraso, inclusive para quitar parcelas ainda a vencer, o devedor teria conseguido sem problemas. O texto da decisão também vai nesse sentido: “As Leis 5.107/66 e 8.036/90 permitem a utilização do FGTS para pagamento de prestações em atraso do financiamento do SFH [Sistema Financeiro da Habitação]. O item VI, da Resolução 5, do Conselho Curador do FGTS, que cria obrigação ao mutuário de estar adimplente com as prestações do SFH para obter o benefício do saque da conta vinculada, é norma contra legem [contra a lei], que não encontra respaldo nas Leis 5.107/66 e 8.036/90. O art. 20, § 2º, da Lei 8.036/90, que conferiu ao Conselho Curador atribuição de disciplinar a hipótese do inciso V, do mesmo artigo, criou, ao mesmo tempo, duas diretrizes a serem observadas pelo Conselho, de beneficiamento dos trabalhadores de baixa renda e de preservação do equilíbrio financeiro do FGTS, sendo que nenhuma delas se coaduna com a obrigação prevista na citada resolução.” Já houve outras decisões nesse sentido. “É uma jurisprudência muito importante, e facilita o entendimento sobre como o tribunal se posiciona”, diz Tapai. Ele acrescenta ainda que, antes de ter prestações em atraso, as pessoas podem poupar a dor de cabeça de ter que entrar na Justiça utilizando o FGTS para amortizar até 80% das próximas 12 parcelas a vencer, quando aptas para tal.

2013-05-10

O que pode ou não ser exigido no contrato de aluguel

Saiba o que imobiliárias e proprietários podem exigir dos inquilinos nos contratos de locação, e o que é proibido ou abusivo Para não se assustar e ficar desconfiado em excesso, nem ser prejudicado, saiba o que as imobiliárias e proprietários de imóveis podem e não podem pedir dos inquilinos no contrato de aluguel: São Paulo – Quem procura imóvel para morar de aluguel nas grandes cidades brasileiras invariavelmente se depara com dores de cabeça. As exigências de imobiliárias e proprietários são tantas que muitas vezes inviabilizam o negócio. O preço alto e o mau estado de boa parte dos imóveis oferecidos também não ajudam. Na hora de ler o contrato, mais sustos: não faltam cláusulas que pareçam estranhas e que deixem o inquilino na posição mais frágil possível. 1. Podem ser exigidas duas formas de garantia? Não. Imobiliária e locador só podem exigir uma única modalidade de garantia. Estas podem ser o imóvel próprio e quitado de um fiador, o seguro-fiança (feito em seguradoras), o depósito em dinheiro (caução) ou fundo de investimento. De acordo com o advogado José Alfredo Lion, especialista em direito imobiliário e do consumidor, caso a garantia escolhida seja o fiador, este não é obrigado a ter mais de um imóvel. 2. Podem ser exigidos três meses de aluguel adiantados como forma de garantia? Sim. Embora oneroso para o inquilino, que deve fazer o depósito de uma só vez, é uma forma de garantia permitida. A vantagem para o inquilino é que ele pode reaver o dinheiro, com juros e correção monetária, ao devolver o imóvel. Pela lei, o correto é depositá-lo em caderneta de poupança. O limite que pode ser exigido como caução é de três aluguéis. José Alfredo Lion relata já ter visto casos em que o proprietário não depositou na poupança e não devolveu o valor da caução ao final do contrato, ou o devolveu sem correção. Se isso ocorrer, o inquilino pode entrar com uma ação para cobrar seu dinheiro de volta e pode até pedir indenização por danos morais, diz o advogado. “Há proprietários que também propõem que não se devolva o dinheiro, mas o inquilino fica desonerado de pagar os últimos três meses de aluguel. É permitido, pois é uma devolução indireta, mas o proprietário não pode obrigar o inquilino a aceitar isso. Se o locatário não concordar, deve receber seu dinheiro de volta”, explica. 3. O seguro-fiança pode ser parcelado? Sim, mas nem todas as seguradoras parcelam. As exigências para se fazer seguro-fiança são muitas, mas é a forma de o proprietário ficar mais protegido, pois há cobertura para todos os meses de inadimplência, e não apenas três. “É mais caro para o inquilino, porque ele não recebe o dinheiro de volta no final”, diz Lion. Porém, a possibilidade de parcelamento é uma vantagem para os locatários que não podem desembolsar uma grande quantia de 4. Pode ser exigido que o fiador tenha imóvel na mesma cidade do imóvel alugado? Sim. Segundo o Código Civil, o credor não é obrigado a aceitar fiador não domiciliado no município onde tenha de prestar a fiança. Também não existe disposição legal contrária à exigência de imóvel em garantia na mesma cidade do imóvel locado. Assim, alguém que alugue um imóvel no Rio de Janeiro e tenha fiador com imóvel próprio em São Paulo pode ter seu fiador recusado. Essa é uma forma de tornar o processo menos oneroso para o credor caso a fiança precise ser executada. Esse é um dos maiores problemas de pessoas que se mudaram de cidade e procuram imóvel para alugar. É o caso de Mariangela Nunes, de 29 anos, que se mudou de Salvador para o Rio de Janeiro e há um ano e meio procura imóvel para alugar, enquanto mora com o irmão. “Como é possível eu ter um fiador do Rio se nem eu, nem minha família somos daqui?”, questiona. 5. A imobiliária e o proprietário são obrigados a aceitar qualquer forma de garantia? Não existe obrigatoriedade nesse sentido. Então, o locador e a empresa intermediadora têm o direito, por exemplo, de só aceitar fiador. Caso o candidato a inquilino não tenha fiador com imóvel na mesma cidade, não pode exigir que outras modalidades de garantia sejam aceitas. “Um contrato de locação teoricamente é a vontade de ambas as partes. Com uma restrição tão grande à garantia, a imobiliária e o proprietário também perdem a chance de ter bons inquilinos”, observa Lion. 6. Se o fiador é casado em separação total de bens, seu cônjuge ainda assim deve autorizar que seu imóvel seja posto em garantia? Sim. Mesmo que o dono do imóvel que será usado como garantia seja casado em separação total de bens com pacto antenupcial, o outro cônjuge precisa concordar. É verdade que, nesse caso, o imóvel não é bem comum do casal e não entra em uma eventual partilha de divórcio; ainda assim esse cônjuge pode ser herdeiro se o fiador morrer, de acordo com o Código Civil. No entanto, já existe decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que dispõe que o cônjuge sobrevivente casado em separação total de bens não é herdeiro necessário, o que abre margem a discussões nesse sentido. “Essa concordância pode ser dispensada, mas é uma briga jurídica”, diz o José Alfredo Lion, que relata já ter conseguido a dispensa da assinatura de um cônjuge. Ele lembra ainda que, atualmente, mesmo que o casal esteja casado em separação total de bens, se não houver pacto antenupcial, os tribunais podem entender que a união se tornou comunhão parcial. E que, portanto, os bens adquiridos na constância do casamento se tornaram bens comuns. “Não está na Lei, mas já há jurisprudência nesse sentido”, relata. 7. Imobiliária e proprietário podem exigir mais de uma comprovação de renda? Sim. Segundo Lion, não há impedimento nesse sentido. Ele explica que, ainda que o candidato a inquilino tenha comprovação de renda suficiente para arcar com o aluguel, é possível a imobiliária exigir, por exemplo, seus extratos bancários, para conferir a movimentação e checar se os gastos não são mais altos que os rendimentos. 8. O contrato de locação pode pedir permissão, ao locatário, para que seu CPF seja colocado em cadastros de inadimplentes se for o caso? Sim. “Se estiver no contrato e o inquilino topar, não há nada na Lei que proíba a prática”, explica José Alfredo Lion. Por outro lado, o inquilino é a parte mais fraca, e a imobiliária pode se recusar a retirar a cláusula, sob pena de não alugar o imóvel para aquele candidato. O locatário pode acabar aceitando essa condição contra a sua vontade, só para não perder o imóvel. “Esta ou qualquer outra cláusula que o locatário tenha ‘engolido’ pode ser questionada posteriormente na Justiça”, garante Lion, que explica que o inquilino pode alegar que teve de aceitá-las por adesão para conseguir alugar o imóvel. “O inquilino precisa de um teto, é lei de sobrevivência. Aceita agora e questiona depois”, completa. 9. Pode haver multas estipuladas no contrato? Sim. As multas estipuladas em contrato são aquelas por atraso no pagamento do aluguel, por rescisão contratual antes do término do contrato por parte do locatário, e por infração a qualquer das cláusulas do contrato. Essas multas não têm limites estipulados em Lei, mas a praxe é que a multa por atraso no pagamento seja de 10%, e que as demais multas sejam de até três meses de aluguel. Segundo Lion, se a multa for abusiva, pode ser questionada. Se o locatário rescindir o contrato antes do término do seu prazo, porém, a Lei exige que a multa paga seja proporcional. Assim, se decorrido um terço do prazo do contrato, serão pagos apenas dois meses de aluguel, e assim por diante. O locador, por sua vez, não pode pedir o imóvel de volta antes de terminado o prazo do contrato. E é possível estipular que o locatário pode devolver o imóvel depois de doze meses sem multa. 10. O proprietário pode recusar o inquilino por causa de sua profissão? Não. Muitos proprietários preferem alugar seus imóveis para profissionais que pareçam ter carreiras mais estáveis, mas discriminação é crime. O problema, nesse caso, é provar que ocorreu a discriminação. Isso porque quando o candidato faz sua ficha cadastral, o proprietário já vai saber sua profissão, mas pode dar outro motivo para não aceitá-lo. “Mas se o candidato tiver provas ou uma testemunha que tenha presenciado o proprietário dizer que não quer o inquilino por sua profissão, é possível entrar com uma ação por danos morais dentro de três anos”, explica José Alfredo Lion. 11. Se o proprietário tiver a administradora como sua procuradora, com poderes para assinar por ele, a administradora deve ser identificada no contrato? O mais correto é que sim. José Alfredo Lion entende que no contrato devem vir identificados tanto o proprietário quanto o procurador que vai assinar em seu lugar. “Senão é falsidade ideológica”, alega. O consultor imobiliário da Areal Pires Advogados, Alex Strotbek, explica que o procurador, nesse caso, também pode ser considerado parte no contrato, devendo, portanto, ser identificado. Ele acrescenta ainda que, apesar de não ser de todo correto, algumas vezes a administradora de bens não se identifica no contrato, mas seu representante assina pelo proprietário, explicitando apenas que este é representado por procuração, pela sigla “p.p.”. Em seguida, a administradora anexa a procuração ao contrato. “Esse procedimento tem validade, mas ainda pode gerar discussões”, diz Strotbek. Assim, o melhor é que o inquilino exija, nesses casos, a identificação do procurador no contrato, assim como a do locador, na seguinte forma: “proprietário(a) (nome e CPF do proprietário), representado por seu bastante procurador (nome e CPF/CNPJ do procurador)”. Sendo o procurador a administradora, é preciso ainda acrescentar quem é seu representante, que pode assinar por ela. Algo como “por intermédio de seu diretor/sócio-diretor/presidente” e assim por diante. Não é necessário constar o nome dessa pessoa física no contrato de locação. “Caso haja futuros questionamentos, será possível verificar no contrato social da administradora se, naquela data, aquela pessoa de fato podia assinar pela empresa”, esclarece Alex Strotbek. 12. É obrigatório haver reconhecimento de firma no contrato de locação? Por lei, não, mas é fortemente aconselhável. “É meramente uma questão de segurança”, diz Strotbek. Assim, é possível confirmar que as pessoas ali descritas de fato foram as que assinaram o contrato, e que as assinaturas ocorreram naquela data. 13. É obrigatório haver reconhecimento de firma do mandato de procuração firmado entre administradora e proprietário? Por lei, não, mas o Código Civil garante que a firma seja reconhecida se o inquilino assim o exigir. E o ideal, é que exija mesmo. Para Strotbek, é uma forma de se certificar de que, de fato, o proprietário pode ser representado pela administradora – o que é fundamental principalmente no caso de a empresa assinar por ele.

2013-04-30

Mudanças de comportamento do consumidor foram benéficas para o setor imobiliário

Naquele momento de nostalgia em casa a família observa fotos antigas, os filhos riem das roupas que os pais trajavam na juventude. Até mesmo os predecessores acham graça, o tempo passa e só restam as lembranças de uma época que não volta mais. O mundo mudou e a “graça” da roupas é apenas um indício das mudanças no comportamento do consumidor ocidental. Não é possível especificar um ano ou uma década exata para esse fato, as transformações são reflexos dos acontecimentos dos últimos 50 ou talvez 100 anos. A mestra em administração, Marcia Valéria Paixão, no livro “A influência do consumidor nas decisões de marketing”, divide cronologicamente as mudanças no comportamento em: valores tradicionais e novos valores. Por exemplo, antigamente as pessoas se guiavam pela ética da autonegação, esqueciam aquilo que lhes causavam problemas. Atualmente, existe a ética da auto-realização. Para o setor imobiliário esse fator psicológico é decisivo. Antigamente, a necessidade de comprar um imóvel era esquecida com mais facilidade. As pessoas “remendavam” as casas de acordo com a necessidade, construíam um quarto ali, um banheiro lá, não se preocupando tanto com a beleza e a estrutura do local. Hoje, ter uma casa grande, confortável e bonita faz parte do objetivo de vida de milhões de pessoas. Atualmente a qualidade de vida é mais importante que o salário por si só. É preciso trabalhar para viver e não viver para trabalhar. O imóvel também está atrelado a esse conceito, pois as pessoas querem passar mais tempo fazendo o que gostam e consequentemente acabam ficando mais em casa. No estilo de vida atual o imóvel próprio ganhou importância, anteriormente as pessoas ficavam muito mais tempo no local de trabalho. Outra mudança importante para o setor imobiliário foi o enfraquecimento da vida familiar tradicional. O indivíduo, de forma geral, tornou-se individualizado. Hoje muitas pessoas moram sozinhas, isso aumenta a demanda por imóveis. Por fim, o papel social das mulheres mudou muito. Elas invadiram o mercado de trabalho, deixaram de ser apenas dona de casa. Isso facilitou a compra de imóveis, já que as famílias passaram a contabilizar mais de uma renda. O mercado imobiliário é um dos negócios mais lucrativos das últimas décadas, logicamente outros fatores também foram determinantes para isso. Vale lembrar que esse artigo se propõe a traçar uma reflexão apenas do ponto de vista sociológico, comportamental. William Cruz - Colunista do PortaisImobiliários.com.br uma rede de portais de imóveis, como o portal de imóveis em Ponta Grossa | imóveisPontaGrossa.com, presente em mais de 240 cidades do Bras Leia Mais: http://www.portaisimobiliarios.com.br/blog/mudancas-de-comportamento-do-consumidor-foram-beneficas-para-o-setor-imobiliario/#ixzz2RyRH1D61

2013-04-19

Formas comumente usadas deixaram de funcionar e estão fadadas à malha. Inventar dependentes e omitir rendimento de aluguéis estão na lista.

Com o aumento no número de cruzamentos que a Receita Federal vem conseguindo fazer, algumas estratégias comumente usadas para burlar o Fisco deixaram de funcionar e estão fadadas à malha fina. Pelo menos sete declarações foram criadas pela Receita nos últimos anospara levar mais informações ao Fisco e permitir o cruzamento com fontes externas ao contribuinte.“O que mais a Receita em são fontes de informação para cruzamento online, que pegam muito nestes pontos em que os contribuintes burlavam”, diz a coordenadora de IR da HR Block, Eliana Lopes. 1) Não declarar rendimento de aluguel: quem recebe dinheiro de aluguel tem de pagar imposto pela tabela progressiva, a mesma válida para o salário. No entanto, alguns contribuintes deixavam de declarar estes valores para reduzir o imposto, já que o Fisco muitas vezes não percebia. “Agora todo rendimento que tem imobiliária intermediando tem um cruzamento online, que informa nome, CPF do proprietário e o valor. A Receita recebe essa informação antes mesmo de você entregar sua declaração de pessoa física”, diz a coordenadora de IR da HR Block, Eliana Lopes. Por meio da Dimob (Declaração de Informações sobre as Atividades Imobiliárias), administradoras de aluguéis, imobiliárias, construtoras e incorporadoras informam valor de aluguéis recebidos e preço de operações imobiliárias. 2) Alterar o valor de venda de imóveis: havia contribuintes que diminuíam o valor do imóvel e outros que os valorizavam. “Assim, o ganho de capital era bem inferior ou não existia quando ia vender o imóvel porque o valor já ia sendo ajustado”, diz Cleiton Felipe, gerente de assessoria fiscal da BDO. Hoje está mais difícil fazer isso porque os cartórios também prestam informações à Receita quando há venda de imóvel, que é quando incide o imposto pelo ganho de capital. 3) Elevar ou inventar despesas médicas: lançar gastos fictícios de saúde para diminuir elevar a restituição ou reduzir imposto era algo comum, segundo os especialistas. Fazer isso agora traz risco de cair na malha fina, já que a Receita recebe informação de empresas e profissionais da saúde por meio da Dmed (Declaração de Serviços Médicos). Assim, o CPF ou CNPJ do prestador de serviço tem de bater com o do paciente. 4) Dependentes demais ou inventados: “informações relativas aos dependentes são um item que você não consegue mais burlar”, diz Eliana. Antes de o cruzamento feito pelo Fisco entre os CPF ser tão fácil e automático, contribuintes omitiam valores recebidos pelos dependentes ou até inventavam um nome qualquer e colocavam na declaração como se, por exemplo, um filho tivesse nascido. Hoje, além do cruzamento com CPF, há também os com cartórios de registro – para nascimento. 5) Não declarar movimentação em bolsa: foi implantada uma taxa de 0,0005% cobrada sobre a movimentação na bolsa como uma forma de monitorar quem opera ações. Antes disso, havia contribuintes que não informavam suas movimentações na declaração “É outra realidade agora, porque a Receita sabe quem está operando na Bolsa de Valores e com isso vai depois verificar se a pessoa está declarando os impostos sobre os ganhos”, diz Eliana. 6) Inventar contribuições para a previdência privada: alguns contribuintes se aproveitavam do CNPJ das administradoras de planos de previdência e informavam contribuições inventadas no PGBL, os planos que permitem deduções de até 12% do rendimento tributável. “O cruzamento também era muito escasso. Hoje, as instituições financeiras que gerenciam esses planos também têm de apresentar declarações específicas à Receita com o CPF e o valor aportado. Se alguém tentar se beneficiar disso informando na declaração, o sistema vai identificar”, diz Cleiton, da BDO. 7) Não informar contas bancárias: deixar de informar contas bancárias ou possuir movimentação incompatível com os rendimentos gera problemas para o contribuinte. “Mesmo com o fim da CPMF, o cruzamento de dados é feito através da Declaração de Informações sobre a Movimentação Financeira (Dmof)”, diz Fabiana de Almeida Chagas, Advogada Tributária e sócia do Glézio Rocha Advogados. 8) Ter gastos no cartão de crédito incompatíveis com os rendimentos: também por meio da Dmof, as operadoras informam à Receita Federal todos os gastos superiores a R$ 5 mil por mês. 9) Dedução excessiva de doações a entidades beneficentes: o somatório das deduções relativas a Estatuto da Criança, Fundos do Idoso, Incentivo à Cultura, Incentivo à Atividade Audiovisual e incentivo ao desporto está limitado a 6% do imposto devido apurado na declaração de ajuste. O limite é calculado pelo próprio programa do imposto e a dedução só se aplica à declaração em que o contribuinte optar pelas deduções legais. 10) Divergências e erros na digitação de valores: os problemas aparecem principalmente quando se trata de valores que foram objeto de Imposto de Renda retido na fonte. O Fisco confere os valores retidos por meio das declarações das fontes pagadoras e qualquer inconsistência é detectada.(G1)

2013-04-17

Como fazer a declaração do IR após a venda do imóvel

Quem recorre à venda de imóveis como uma forma de investimento deve prestar atenção a alguns detalhes na hora de entregar a declaração do importo de renda. O primeiro passo é estar ciente de que o imposto deverá ser recolhido sobre os ganhos obtidos com a venda do bem, ou seja: o lucro obtido na comercialização ou a “economia” decorrente da compra de um novo imóvel por um valor inferior ao vendido inicialmente. Para prestar contas, o contribuinte deverá utilizar o programa da Receita Federal, o Programa de Apuração dos Ganhos de Capital (GCap). Lá serão lançados todos os dados da venda, relacionando-os na declaração anual do IR. É importante ainda estar atento aos prazos. Isso porque o recolhimento sobre os ganhos deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte à data do recebimento do lucro. Sendo assim, por exemplo, caso um imóvel tenha sido vendido em fevereiro de 2012, o Imposto de Renda deverá ser recolhido até o último dia útil do mês de março de 2012. Além disso, caso o recebimento seja parcelado, o pagamento do imposto também deve acontecer conforme o contribuinte for recebendo os valores das parcelas e na mesma proporção. Outro aspecto importante diz respeito a normas da legislação tributária. De acordo com ela, há um prazo de cinco anos para que o contribuinte possa fazer a venda e compra de um novo imóvel sem que haja cobrança do IR. Não respeitado esse período de carência, o desconto do imposto é obrigatório. Para completar, é válido frisar que o contribuinte também tem a chance de lançar em sua declaração, despesas como a comissão dada a corretores no momento da negociação. A prática serve para diminuir a base de cálculo do IR e, por isso, deve ser comprovado a partir da reunião de documentos que comprovem o trabalho realizado. Está isento deste tipo de declaração quem vendeu um imóvel para comprar um mais caro ou com valor igual ao bem anterior. Ou seja, aqueles que venderam sem intenção de lucrar com a transação. (AgenteImovel.com.br)

2013-04-17

Como declarar imóvel alugado no Imposto de Renda

Proprietários de imóveis que recorrem ao aluguel de seu bem para a geração de renda também devem prestar contas à Receita Federal. Para esse caso em particular, algumas dicas podem ajudar quem pretende declarar esses rendimentos sem dúvidas e falhas. Confira! Na hora de declarar o IR, o proprietário deve estar ciente de que alguns custos podem ser descontados do aluguel recebido, caso também sejam utilizados para o pagamento de despesas, como condomínio, IPTU e taxas de administração. Esses gastos, portanto, deverão ser subtraídos do aluguel. Vale lembrar que, dependendo do valor, alguns aluguéis podem ser isentos da cobrança do imposto de renda. Já para os que não se encaixam nessa situação, são tributados a alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%. Para 2013, você pode conferir a tabela de tributação de aluguéis aqui. Além disso, ao contrário do que muitos pensam, o recolhimento do imposto de renda sobre o aluguel recebido deve ser feito mês a mês e não apenas no ajuste anual. Para pessoa física, a prestação de contas é de responsabilidade do proprietário e deve ser realizada até o último dia útil do mês seguinte ao do recebimento do aluguel. Já se tratando de pessoa jurídica, o inquilino é quem fica encarregado de recolher o IR mensalmente, até que, com a chegada do fim do ano, seja emitido um informe de rendimentos com o valor total pago no ano, juntamente com o imposto retido na fonte. Seja pessoa física ou jurídica, o contribuinte deve saber que a administradora de imóveis jamais deve ser declarada como pagante do aluguel. A regra é válida mesmo que o dinheiro passe pela imobiliária antes de chegar ao proprietário do imóvel. Isso porque a empresa age apenas como uma intermediária do processo do recebimento do aluguel. Em casos quando o imóvel alugado seja um bem comum ao casal, o bem pode ser integralmente informado na declaração de apenas um dos cônjuges ou ainda, dividido pela metade na declaração de cada um. Na primeira opção, porém, é válido frisar que a parte que não declarou o imóvel fica responsável por informar tal fato em sua própria declaração. Ainda nesse sentido, é preciso ficar atento ao declarar aluguéis divididos por pessoas que não estão ligadas por meio de um regime de bens, entre elas, filhos ou irmãos, por exemplo. Isso porque, nesses casos é possível recorrer a duas modalidades da declaração. A primeira, em que apenas uma pessoa consta no contrato como locador, é necessário declarar o aluguel como rendimento e a divisão com as outras pessoas como doação (na ficha “Doações Efetuadas”). Sendo assim, quem recebe a doação deve declará-la na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, na linha “10. Transferências patrimoniais – doações e heranças”. A outra possibilidade acontece quando as duas (ou mais) pessoas constam como locadores no contrato do imóvel. Dessa forma, cada um dos proprietários informa a parte que recebeu a título de aluguel em sua respectiva declaração do IR.(AgenteImovel.com.br)

2013-04-10

Novo índice aponta moderação na valorização de imóveis

Em busca de uma resposta mais precisa para a dúvida sobre se o Brasil vive ou não uma bolha imobiliária, o Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira (3), pela primeira vez, um novo índice que apontou moderação na valorização dos imóveis no Brasil. De acordo com o BC, os dados do novo indicador reforçam a avaliação de que não há bolha no mercado imobiliário brasileiro. O fenômeno conhecido como bolha acontece quando os preços dos ativos crescem e depois perdem valor de maneira radical, provocando uma desorganização do sistema. O risco de estouro de uma bolha no Brasil é uma preocupação que assombra a economia brasileira, principalmente a partir de 2010, quando o mercado imobiliário começou a crescer com maior força no país. Essa polêmica tem dividido a opinião de economistas brasileiros e estrangeiros que acompanham o mercado brasileiro e tema de inúmeros debates. Muitos deles acreditam até mesmo que essa bolha poderia estourar, quando o BC subir novamente a taxa de juros. Chamado de Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), o novo indicador do BC mostrou que a alta dos preços desacelerou de 20% em 2010 para uma taxa anual de 3% em janeiro de 2013. Na avaliação do diretor do BC, Anthero Meirelles, o patamar atual dos preços se encontra bastante equilibrado. Segundo ele, o índice vai ajudar o BC a fazer uma análise sobre a variação na estrutura de preços dos imóveis no Brasil e auxiliar na definição de políticas prudenciais. Moderação O que vimos com esse índice é que houve de fato uma moderação na valorização de imóveis, afastando completamente qualquer risco de problemas, afirmou Meirelles. Não houve bolha. Nada disso aconteceu. Os ativos continuam valorizando-se. Houve um reequilíbrio, acrescentou. Não está definido se a divulgação do índice será mensal ou trimestral. O IVG-R considera o valor dos imóveis dados em garantia dos empréstimos em determinado mês, pelo valor de avaliação, numa amostra de cerca de 160 mil residências. A coleta é feita de imóveis localizados nas onze regiões metropolitanas consideradas no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo. (AgEstado-AE)

2013-03-27

Os prós e os contras de comprar um imóvel usado

Imóvel usado costuma ser mais amplo e pode ser mais barato que um novo, mas geralmente tem condomínio mais caro; veja as vantagens e desvantagens. São Paulo – Algumas características dos imóveis novos e dos imóveis usados podem combinar mais com um tipo de comprador ou com outro. Um imóvel novo pode ser mais indicado para quem tem filhos pequenos e busca uma área de lazer maior, mais segurança e um projeto mais moderno. E um imóvel usado pode ser mais indicado para quem busca espaços mais amplos, uma localização mais central e preços menores. Em matéria publicada anteriormente, EXAME.com mostrou os prós e contras dos imóveis novos. Veja agora quais são as vantagens e desvantagens dos imóveis usados: Vantagens Possibilidade de saber exatamente como é o imóvel e o seu ambiente Saber exatamente como é a iluminação do imóvel, sua vista, seu ambiente externo e suas dimensões é uma grande vantagem dos imóveis usados e um dos maiores problemas dos apartamentos comprados na planta. “Minha preferência é sempre por imóveis antigos porque o lugar já está estabelecido, você já sabe o padrão do prédio e o seu funcionamento”, comenta Guilherme Torres, sócio-fundador do escritório de arquitetura Studio Guilherme Torres. Muitos compradores preferem os usados porque não querem se arriscar a comprar um imóvel na planta e se surpreender negativamente na hora da entrega ao perceber que sua iluminação é péssima, que o seu acabamento não é como se imaginava ou que o apartamento parece menor do que o decorado. Por isso, para quem é avesso a surpresas, talvez o imóvel usado seja a melhor opção. Entre os usados encontram-se preços menores e mais barganhas Os preços dos imóveis usados costumam ser menores do que os de imóveis novos do mesmo tamanho porque o comprador paga um valor mais alto pela “modernidade” do imóvel recém-lançado ou na planta. Um imóvel antigo que precisa de algumas melhorias, por exemplo, pode ser uma verdadeira barganha. A lógica é parecida com a dos carros. Sabendo encontrar um usado em boas condições é possível fazer um ótimo negócio, e com o mesmo valor que seria necessário para a compra de um novo, é possível comprar um usado com um nível superior. Além disso, como a compra do usado geralmente é realizada com pessoas físicas, não com construtoras, o comprador pode encontrar boas oportunidades, seja porque o vendedor é desinformado e colocou um preço abaixo do valor de mercado, ou porque ele tem uma dívida, ou vai se mudar do país e precisa vender o imóvel rapidamente. “O comprador de imóvel usado pode obter melhores preços e condições de pagamento porque ele trata diretamente com o proprietário. Se ele não tem todo dinheiro para pagar à vista, por exemplo, é possível que o proprietário aguarde que a pessoa obtenha financiamento, o que já não é tão fácil com a construtora”, afirma o assessor jurídico da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA), João Bosco Brito.

2013-03-12

Imóveis de um quarto ficaram menores e mais caros em SP

Estudos lançados em conjunto feitos pelo ZAP Imóveis e a Embraesp mostram que apartamentos de um dormitório encolheram e passaram a custar mais nos últimos cinco anos. São Paulo – Os apartamentos de um quarto em São Paulo encolheram e ficaram mais caros, mostram dois estudos elaborados pelo ZAP Imóveis e pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O primeiro estudo, baseado no Índice FipeZAP, mostra que o preço do metro quadrado dos imóveis usados anunciados de um dormitório em São Paulo foi o que mais subiu entre 2008 e 2013. A alta foi de 184,7%. A média da cidade foi 163,6%. O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet. Já o segundo estudo, da Embraesp, mostra que o tamanho médio dos imóveis novos de um dormitório caiu de 44,23 metros quadrados em 2007 para 39,28 metros quadrados em 2012, uma redução de 11,2% na área útil. Isso significa que os imóveis desse perfil lançados nesses últimos anos foram ficando cada vez mais compactos. Veja nas tabelas: Venda de Imóveis Variação dos Preços - jan/08 a fev/13 1 dormitório 184,7% 2 dormitórios 174,4% 3 dormitórios 155,4% 4 dormitórios 121,5% Média 163,6% Fonte: Índice FipeZAP Lançamentos de imóveis Variação do Tamanho - 2007 a 2012 1 dormitório 44,23 m² para 39,28 m² 2 dormitórios 52,63 m² para 56,60 m² 3 dormitórios 85,35 m² para 85,38 m² 4 dormitórios 167,83 m² para 186,63 m² Média 102,33 m² para 72,85 m² Fonte: Embraesp O estudo da Embraesp também mostra que, no geral, o tamanho dos imóveis novos em São Paulo caiu 29% nos últimos cinco anos. Considerando a área útil média ponderada, os imóveis construídos no período passaram de 102,33 metros quadrados em 2007 para 72,35 metros quadrados no ano passado. Isso não significa que houve queda na área dos imóveis de todos os segmentos. Na realidade, a retração do tamanho dos apartamentos de um quarto foi o que puxou essa média para baixo. Conforme mostra a tabela, os imóveis novos de dois e quatro dormitórios ficaram maiores, e os de três dormitórios permaneceram, em média, no mesmo tamanho. A redução geral ocorre porque a área útil média ponderada leva em conta a metragem dos imóveis e a quantidade de unidades lançadas com cada perfil no período analisado. O estudo da Embraesp mostra que os imóveis de um dormitório foram os que tiveram maior crescimento no número de unidades construídas: de 534 unidades lançadas em 2007 para 4.740 unidades lançadas em 2012. Já a quantidade de lançamentos com quatro quartos caiu quase cinco vezes, revela a Embraesp.

2013-03-07

Preço de venda e locação de imóveis usados cai 15% em SP

Pesquisa com 1.386 imobiliárias de 37 cidades em 2012 mostra recuo nos preços e também redução no volume de vendas, enquanto volume de locações aumenta. São Paulo - Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) com 1.386 imobiliárias de 37 cidades mostra que, no ano de 2012, o volume de imóveis usados vendidos teve uma queda de 18,99% em relação a 2011. E o número de casas e apartamentos alugados teve alta de 9,22%. No ano passado, os preços dos imóveis usados e dos aluguéis residenciais sofreram um recuo de aproximadamente 15%, ou mais especificamente 14,88%, segundo o estudo, que apurou mês a mês todos os preços de imóveis vendidos e dos aluguéis novos contratados nas imobiliárias consultadas. Segundo o CRECI-SP, a queda nas vendas é um reflexo do baixo crescimento da economia no ano, do maior endividamento das famílias e do aumento da inflação. Como consequência, o aluguel se tornou a única opção de moradia para muitas famílias. A entidade também ressalta que ainda que a nível estadual tenha sido verificado um recuo nas vendas e nos preços, o comportamento dos preços não pode ser generalizado. Na capital paulista, por exemplo, o estudo feito junto às corretoras mostra que os preços em 2012 ficaram maiores que os de 2011 em 41 dos 60 tipos de imóveis localizados em bairros das cinco zonas de valor definidas na pesquisa. Porém, no mercado de casas, houve praticamente um empate na variação dos preços: 16 tipos de casas registraram alta e 12 tipos tiveram baixa do valor médio do metro quadrado na comparação de 2012 com 2011. Com isso, na média, a locação de imóveis residenciais na capital acumulou crescimento de 10,19% e o valor médio do aluguel subiu 2,64%. E as vendas terminaram o ano com queda acumulada de 14,54% e o preço médio do metro quadrado teve redução de 2,88%. Uma outra pesquisa, realizada pela adminsitradora imobiliária Lello, apenas com imóveis que compõem sua carteira (9 mil unidades), no entanto, apontou um aumento de 10% nos preços dos imóveis usados vendidos na capital. Ou seja, para algumas imobiliárias e algumas regiões os resultados podem ter sido bem diferentes. Nos comentários conclusivos sobre a pesquisa, o CRECI-SP afirma que mais do que nunca os compradores precisam ter cuidado na hora de alugar e de comprar, uma vez que há imóveis à venda que estão com sobrepreço, em muitos casos por influência de lançamentos vizinhos, ainda que também seja possível encontrar muitos imóveis que se valorizaram diante de melhorias na região. Segundo eles, neste momento o mercado de usados não está para amadores, portanto, a dica é pesquisar exaustivamente e comparar preços para evitar maus negócios.

2013-03-05

Mesmo aqueles que estão na faixa de isenção devem declarar, caso a soma dos bens tributáveis ultrapasse os R$ 300 mil e se a venda tiver sido feita com ganho de capital não isento

Brasília – Quem realizou o sonho de comprar a casa própria no ano passado deve ficar atento às regras do Imposto de Renda (IR). Todos os contribuintes que prestam contas ao leão têm de incluir as informações sobre a transação. Mesmo aqueles que estão na faixa de isenção devem declarar, caso a soma dos bens tributáveis ultrapasse os R$ 300 mil e se a venda tiver sido feita com ganho de capital não isento. O ganho de capital é a diferença entre o preço pago pelo imóvel e o valor de venda. A prestação de contas de transações imobiliárias é um dos assuntos que mais geram questionamentos junto ao Fisco. É que a declaração desse tipo de negociação confunde pelo excesso de detalhes e regras. O coordenador editorial de Imposto de Renda da IOB Folhamatic, Edino Garcia, alerta para os erros mais comuns. “Todos os imóveis devem ser informados pelo preço de aquisição. A única alteração ocorre quando há dinheiro gasto com reformas e benfeitorias”, explica. Nesse caso, o contribuinte deve ter em mãos todos os recibos e notas. “Por isso, é importante guardar todos os comprovantes, que podem ser requisitados pela Receita Federal até cinco anos depois da declaração”, assinala Garcia. As regras também se aplicam a lotes vazios, nos quais ainda não há nenhum tipo de construção (terra nua). Quem tem imóveis antigos também deve ficar de olho nas regras. Os bens adquiridos antes de 1969 têm isenção total do IR. Aqueles comprados entre esse ano e 1988 têm descontos graduais, 5% menos a cada ano. Uma casa adquirida em 1970, por exemplo, terá abatimento de 95% do Imposto de Renda. Já um imóvel comprado em 1988, ganha desconto de 5%. Samir Choaib, advogado tributarista da Choaib, Paiva e Justo Advogados, lembra que o contribuinte tem direito a abater o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) do patrimônio declarado. “Mas o tributo só pode ser descontado no ano em que o declarante pagá-lo. Para imóveis financiados, isso costuma ocorrer no último ano”, diz. Ele alerta ainda para um erro comum na declaração de financiamentos. “A pessoa não deve colocar nada na coluna de dívidas e ônus”, enfatiza.(EM-Economia)

2013-03-04

Governo estuda aumento do limite do FGTS na casa própria

De olho no aumento do crédito para estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica reabriu as discussões para aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que podem ser comprados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O aumento do limite foi pedido por dirigentes de bancos privados ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. O teto de R$ 500 mil ficou superado pela valorização dos imóveis nas grandes capitais principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e é visto como uma forte restrição ao aumento do crédito imobiliário nos bancos privados. Mantega pediu à área técnica do governo para fazer uma análise da proposta e do seu impacto sobre os recursos do FGTS e dos preços dos imóveis. Na área técnica, há uma grande preocupação com o risco de a medida se transformar num fator de pressão de alta dos preços dos imóveis. No início de dezembro, as construtoras pressionaram o governo para incluir a elevação do limite no pacote de medidas para a construção civil, mas a proposta foi vetada pelo Ministério da Fazenda. Mesmo depois do anúncio, que contou com a desoneração da folha de pagamentos da construção civil, o setor continuou pressionando o governo para fazer a mudança. O aumento do teto do FGTS para a compra dos imóveis também pode ajudar os lançamentos imobiliários nas grandes cidades. O setor, após um grande volume de lançamentos, está com carteira menor, o que pode afetar negativamente o desempenho ao longo de 2013 e em 2014, último ano do governo Dilma Rousseff. Se não há grandes lançamentos em um ano, o seguinte fica fortemente afetado. E, como o setor é importante para o investimento e o emprego, há urgência para que os projetos congelados em 2012, por conta da desaceleração da economia, saiam agora da gaveta.(LugarCerto)

2013-02-20

Preço de imóveis no Brasil começa a se acomodar

Preços devem sofrer menor aumento, acompanhando a inflação, em meio a cenário de acomodação de renda e crédito. São Paulo - Os preços dos imóveis nas principais cidades brasileiras devem intensificar a tendência de estabilização a partir de 2013, acompanhando o cenário de acomodação de renda e crédito, afirmaram economistas nesta segunda-feira. O preço médio do metro quadrado de imóveis anunciados em 16 cidades brasileiras iniciou o ano com alta de 0,9 por cento em janeiro sobre dezembro, segundo o índice FipeZap ampliado, crescimento inferior ao visto um ano antes, quando houve aumento de 1,1 por cento. O grande motor para explosão dos preços foi renda e crédito, fatores que vão ter comportamento diferente agora, disse o coordenador do Fipe Zap, Eduardo Zylberstajn, prevendo uma tendência de estabilização da renda e da oferta de crédito. As condições para compra de imóveis não vão melhorar tanto quanto já melhoraram, o que deve resultar em menor pressão da demanda (sobre os preços). Para Zylberstajn, ao ser menos incentivada, a demanda deve se refletir em menor aumento de preços, que acompanharão o desempenho da inflação, embora em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, o movimento pode seguir mais forte. Oscilações vão continuar ocorrendo, dependendo da localização do imóvel, acrescentou. Para o economista Danilo Igliori, do BTG Pactual, não deve haver queda acentuada nos preços de imóveis. Em vez disso, o provável é uma desaceleração da alta. Igliori disse não ver a capacidade de pagamento dos tomadores como uma preocupação, considerando que a taxa de desemprego se mantém baixa. Segundo o índice Fipe Zap, a variação de preço acumulada desde junho de 2012 mostrou queda real do metro quadrado anunciado em sete cidades do país: Curitiba (-6,1 por cento), Brasília (-5,8 por cento), Florianópolis (-4,4 por cento), Vila Velha (-3,5 por cento), Vitória e Belo Horizonte (ambas com -1,1 por cento) e Recife (-0,6 por cento). Por outro lado, Niteroi (+5,4 por cento) e Porto Alegre (+4,6 por cento) registraram os maiores aumentos reais nos preços. São Paulo e Rio de Janeiro registraram nesse mesmo período aumentos reais de 4,2 e 3,5 por cento, respectivamente. Ainda conforme o indicador, o Rio de Janeiro respondeu pelo metro quadrado mais caro do país, alcançando 8.711 reais no mês passado. Já em Vila Velha (ES) foi apurado o menor valor, de 3.440 reais. Em São Paulo, o preço do metro quadrado em janeiro foi de 6.922 reais, enquanto a média das 16 cidades pesquisadas foi de 6.350 reais. Desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal online Zap Imóveis, o indicador passou a acompanhar neste ano o preço médio do metro quadrado de imóveis prontos anunciados nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, em São Paulo; Niterói (RJ), Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo; Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC).

2013-02-18

Um futuro para o mercado imobiliário

A crise financeira europeia foi impiedosa com as imobiliárias portuguesas: das 4 mil que existiam em 2007, metade fechou as portas. Cabe perguntar: qual foi o “segredo” daquelas que sobreviveram? A resposta: operação em rede, compartilhando negócios. De maneira moderna e arrojada, elas apostaram na parceria como ferramenta ideal para se diferenciar no mercado. E deu certo! A tendência também vem se confirmando em outros países, como Canadá, Estados Unidos e em nossa vizinha Argentina. É fácil entender como esse sistema de trabalho dá tão certo. Basta pensar em alguém que esteja interessado em trocar de imóvel, mas que, para viabilizar esse projeto, precise vender a casa ou o apartamento em que more atualmente. O primeiro passo será colocar o imóvel à venda em uma imobiliária associada a uma rede. Feito isso, o cliente passará a contar não apenas com uma, mas com várias empresas que, juntas, se empenharão na comercialização. O proprietário terá todas as vantagens da atuação conjunta das imobiliárias: maior corpo de vendas e ofertas, uma única placa no imóvel (a experiência mostra o excesso desse recurso passa a impressão de “desespero” por parte de quem está vendendo, o que desvaloriza o bem) e negociará com seu corretor de confiança. Não podemos esquecer que, para tudo isso funcionar correta e rapidamente, é importante manter o regime de exclusividade – assim, o empenho do corretor será maior. Quando se opta por utilizar diversas intermediadoras, surge o risco de o corretor se sentir menos comprometido com a venda, uma vez que o proprietário não está valorizando os investimentos que a imobiliária tem de fazer para comercializar o imóvel. Em rede, a exclusividade é ainda melhor, pois um corretor pode recorrer a outra imobiliária na busca por um comprador. Concorrentes viram parceiros, e todos saem ganhando. Mais negócios – Nos países em que a cultura de trabalho em rede é mais amadurecida, o volume de negócios feitos em parceria entre imobiliárias chega a 80% de seus faturamentos. Empresas com carteiras pequenas de imóveis podem encontrar, em uma rede, a solução para aumentar exponencialmente suas ofertas. A Rede Secovi de Imóveis, vinculada ao Secovi-SP (Sindicato da Habitação), por exemplo, congrega em seu banco de dados mais de 30 mil imóveis, os quais são divulgados em mais de 50 portais nacionais e internacionais. A imobiliária que participa desse universo dispõe de uma gama de contatos e networking. Seus corretores têm acesso a cursos e treinamentos gratuitos, e os clientes podem explorar todas as possibilidades de oferta de diversas regiões de São Paulo, do Brasil e até mesmo do exterior, falando com apenas uma imobiliária! A adesão às redes tende a ser crescente, e o cenário para a realização de negócios em parceria é amplamente favorável. Projeções da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) revelam que as captações da poupança garantem funding para financiamentos de imóveis até 2015. Se o PIB crescer entre 3,5 e 4% em 2013, o incremento do volume de crédito para imóveis deve ser de 15% em comparação às cifras contratadas no ano passado. E mais: 4% dos brasileiros querem adquirir ou trocar de moradia nos próximos 12 meses, de acordo com pesquisa da Ipsos Marplan. Esta é a hora para inovar e entrar no mundo dos negócios em parceria. Com ou sem crise, uma coisa é certa: quem não estiver em rede dificilmente sobreviverá no mercado, como bem mostrou o exemplo de Portugal. É preciso abandonar o conceito antiquado segundo o qual os ganhos são individuais e irrepartíveis. Nessa nova realidade, clientes exigem justamente o que só uma rede pode proporcionar: credibilidade e agilidade na venda e muitas opções em um único lugar, apenas com um corretor de sua confiança. A Rede Secovi pretende proporcionar ganhos aos seus associados, estimular o profissionalismo, e, aos poucos, mostrar para o mercado que compartilhar é bom para multiplicar negócios. Nossa ambição é fazer o corretor de imóveis conquistar a mesma importância que tem nos Estados Unidos. Assim como aqui temos o advogado e o médico da família, lá há o corretor da família. Muito precisa ser feito! Mas os resultados farão os esforços valerem a pena.

2013-02-18

Panorama do mercado imobiliário

O setor imobiliário da cidade de São Paulo permaneceu aquecido, em 2012, apesar de ter registrado lançamentos inferiores a 2011. Isso se deve, principalmente, ao amadurecimento do mercado, que passa a atuar de forma mais sustentada. É o que chamamos de “freio de arrumação”. Ou seja, a adequação da demanda à capacidade e aos meios de produção, com a necessária cautela diante das incertezas da economia mundial. Porém, e surpreendentemente, a comercialização continuou aquecida e o comprador confiante. Os fatores que impulsionam o mercado residencial são diversos, mas o principal é o equilíbrio entre demanda, preços e capacidade de pagamento, e a oferta. O crescimento de 10% nas vendas este ano, comparativamente a 2011, teve como efeito colateral a queda do estoque de unidades à venda para volume pouco abaixo da média dos últimos anos. Para o funcionamento equilibrado do mercado, este estoque deve ser recuperado. Preços – O mercado imobiliário atingiu um novo patamar de preços, em parte como recuperação da forte retração de crédito para financiamento à produção e aquisição das últimas duas décadas. Também, os novos preços estão vinculados a uma matriz de custos, onde o terreno como insumo principal teve sensível aumento. Isto, em função da escassez provocada pela regulação do uso e ocupação do solo, além da demora nos processos de licenciamento. Entretanto, caminhamos para um processo de crescimento estável e proporcional ao desenvolvimento econômico. Em 2012, os preços de novas unidades subiram pouco acima da inflação, chegando a 7%, em média. Se em alguns bairros onde a oferta de terrenos é escassa e há boa infraestrutura os preços sobem um pouco mais, existem alguns distritos com potencial para novos lançamentos, e onde o custo do terreno pode ser relativamente mais baixo e os preços subir menos. Em um novo cenário de preços e produção, o problema do mercado não é de demanda. Todavia, teremos de enfrentar, em 2013, os gargalos de infraestrutura, que passam pelas obrigatórias revisões do Plano Diretor Estratégico, Lei de Zoneamento e Código de Obras e Edificações. Também, há a necessidade de desburocratizar as aprovações e os licenciamentos de projetos. Neste aspecto, o novo prefeito entendeu as necessidades da cidade e saberá, certamente, conduzir o processo que deve equilibrar a implantação de novos modelos de ocupação e o atendimento da demanda. É necessário, ainda, aperfeiçoar os modelos para operar o Minha Casa, Minha Vida nas regiões metropolitanas, onde existe muita dificuldade para se compatibilizar o programa com a realidade de mercado, principalmente na faixa 1 (para famílias de menor renda). A parceria entre os governos Estadual e Federal é importantíssima, bem como o estímulo ao Casa Paulista, do governo do Estado. Comprar ou alugar? – O mercado de locação na Capital manteve a elevação de preços em 2012, mas em ritmo menor ao registrado nos dois anos anteriores. As unidades localizadas nos bairros próximos ao metrô e na região central da capital, bem como nas zonas intermediárias entre Centro e periferia, apresentaram aumento expressivo. Porém, a prevalecer o forte aquecimento da demanda, sem a contrapartida na oferta, naturalmente os preços sofrerão reajustes acentuados. Como todo mercado, esse segmento depende basicamente do aumento de imóveis ofertados para locação. E este aumento na oferta poderia vir com incentivos tributários. A proposta, ao que nos parece, deveria ser estudada pelo governo federal. Investir – Durante o ano, debatemos exaustivamente acerca da formação ou não de “bolha imobiliária” e concluímos que não existem fundamentos capazes de estruturar este cenário. Afinal, um fator indica claramente o movimento do mercado: aproximadamente 70% dos financiamentos da Caixa são destinados a famílias que adquirem o primeiro imóvel para morar. Obviamente, este comprador não está especulando com a expectativa de aumentos de preços futuros. Resumidamente, o momento é bom para investir em imóveis, que além da segurança é alternativa ao mercado financeiro. Entretanto, é preciso saber como e onde comprar para maximizar o investimento, e isto só é possível com a ajuda dos profissionais do mercado.

2013-01-02

Aluguel com aniversário em janeiro pode subir 7,82%

Essa é a variação acumulada no ano de 2012 pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), índice que corrige a maioria dos contratos de locação, segundo o Secovi-SP 02/01/2013 O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) encerrou 2012 com variação acumulada de 7,82% no ano. Portanto, contratos com aniversário em janeiro de 2013 e cláusula de reajuste pelo IGP-M terão essa variação nos seus valores. Para facilitar a atualização, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulga sempre o fator de reajuste. Desta vez ele é de 1,0782. Se o aluguel mensal vigente no período de janeiro a dezembro de 2012 foi de R$ 1.200,00, o aluguel corrigido monetariamente a partir deste mês de janeiro será resultado da multiplicação de 1.200,00 por 1,0782, isto é, R$ 1.293,84. “O valor atualizado vigorará até dezembro de 2013, ou até o final do contrato, se ele terminar antes”, diz Roberto Akazawa, gerente do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato. Fatores de Reajustes de aluguel - Contrato com aniversário em fevereiro de 2012 e pagamento em março de 2012: 1,0453 - Contrato com aniversário em março de 2012 e pagamento em abril de 2012: 1,0343 - Contrato com aniversário em abril de 2012 e pagamento em maio de 2012: 1,0323 - Contrato com aniversário em maio de 2012 e pagamento em junho de 2012: 1,0365 - Contrato com aniversário em junho de 2012 e pagamento em julho de 2012: 1,0426 - Contrato com aniversário em julho de 2012 e pagamento em agosto de 2012: 1,0514 - Contrato com aniversário em agosto de 2012 e pagamento em setembro de 2012: 1,0667 - Contrato com aniversário em setembro de 2012 e pagamento em outubro de 2012: 1,0772 - Contrato com aniversário em outubro de 2012 e pagamento em novembro de 2012: 1,0807 - Contrato com aniversário em novembro de 2012 e pagamento em dezembro de 2012: 1,0752 - Contrato com aniversário em dezembro de 2012 e pagamento em janeiro de 2013: 1,0696 - Contrato com aniversário em janeiro de 2013 e pagamento em fevereiro de 2013: 1,0782